Enquete 531- Fumo e fila

O tabaco é prejudicial à saúde do fumante e de pessoas próximas. O fumo traz danos socioambientais. Maços de cigarro ficam expostos à venda em locais habitualmente frequentados pela população em geral. Médicos alertam para as consequências mórbidas, aplicam métodos para quem deseja se livrar do hábito, cuidam de pacientes com órgãos lesados pelo tabagismo. O fumo dá dinheiro  do fumante e consome dinheiro também do não fumante.

Você nunca fumou e  está doente vítima da genética e aguarda a vez na agenda de um procedimento depois de um fumante.

Você acha justo?

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Enquete 529- Acupuntura no devido lugar

“A autorização para prática da técnica de acupuntura só é possível por meio de lei em sentido estrito, ou seja, não é possível a autorização por meio de Resolução do CONFEF”, afirmou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão de 21 de março deste ano proferida devido a ação movida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra o de Educação Física (CONFEF) http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=26935:acupuntura-stj-ratifica-tese-do-cfm&catid=3.

Fez-se justiça?

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Enquete 527- Ambulatório para cuidar da moralidade

Pesquisas avaliam os efeitos de drogas, técnicas cirúrgicas e estimulação neurológica sobre a moral de uma pessoa. Muitos críticos avaliam como uma experimentação social altamente perigosa. Uma promoção de confiança poderia se acompanhar de etnocentrismo, favoritismo e paroquialismo.

Deve a ciência ser usada para manipular a moralidade dos comportamentos em relação a regras e a valores?

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377- Acerca da Bioética da Beira do leito

Parte do publicado na Revista da Associação Médica Brasileira  Rev. Assoc. Med. Bras. vol.56 no.6 São Paulo  2010.

O leito é ponto de encontro clássico entre o paciente que o ocupa necessitado da medicina e o médico que o assiste, à sua beira, investido da autoridade advinda como representante local da medicina universal.

O simbolismo da beira do leito transcende às verdades do conhecimento científico, ele realça a sequência histórica das boas práticas médicas. Por isso, há grande valor nas atitudes de “anfitrião” e de ” hóspede” com aderência interpessoal a evidências validadas.

O sentido não literal  da beira do leito abriga a competência do profissionalismo que associa racionalidade, competência, cuidar e compaixão. É nele onde se desenha o retrato falado da clínica como fiel expressão do que acontece além da fria objetividade dos métodos da medicina. É nele onde se valoriza o senso individual de qualidade de vida. É nele onde o raciocínio fisiopatológico dialoga com valores, expectativas e interesses do paciente.

O conceito que mais do que casos clínicos, a beira do leito lida com acasos clínicos por combinações infinitas de modalidade e intensidade de morbidades(2) abrange a variedade de interpretações pessoais envolvidas na relação médico-paciente. O exame do que ocorre com o corpo do paciente inclui o exame psicossocial. O processo de tomada de decisão suscita alinhamento do saber acumulado com expressões humanas da circunstância clínica analisada à beira do leito.

É pela beira do leito que o médico mede a extensão do distanciamento entre um padrão bibliográfico da medicina aplicável e a individualidade biográfica receptora do paciente/responsável/familiar. Utilidade e eficácia precisam tornar-se úteis e eficientes. É neste espaço que se aprende que o desnível de conhecimento médico-paciente não autoriza posturas rígidas de “dono da razão” ou de “tutela de domínio”. A sociedade aprende com os próprios médicos, percebe que doenças avançam e que sucessos terapêuticos têm limitações. Os pacientes têm direitos e cada um pode exercê-los ou, de modo simples, por uma postura “o que o médico decidir está bem decidido”, ou, de modo mais plural, personalizando ajustes e negações a controles do avanço mórbido e a habilitações em prol de bom-sucesso.

A Bioética da beira do leito enfatiza que atitude médico-dependente é mais do que atitude medicina-dependente. Distinguir a diferença contribui para dar legitimidade a pactos médico-pacientes, além de estimular o desenvolvimento de modelos de gestão da beira do leito que visem, por meio de uma vigilância contínua sobre atitudes, reduzir os conflitos na interação médico-paciente.