Enquete 211- Diagnóstico incorreto

A recente publicação do Institute of Medicine Improving Diagnosis in Health Care, em setembro de 2015, informou que 5% dos adultos nos Estados Unidos da América que procuraram atendimento ambulatorial num período de um ano receberam um diagnóstico incorreto, o que teria contribuído para cerca de 10% de óbitos.

A causa principal é

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Enquete 210- Em qual deles?

Considere 3 planetas:

Planeta 1- Todos os habitantes em  fase terminal de doença devem ser tratados com todos os recursos disponíveis.

Planeta 2- Todos os habitantes em fase terminal de doença não desejam ser  mais tratados com todos os recursos disponíveis, porém são obrigados pelos familiares.

Planeta 3- Todos os habitantes em  fase terminal de doença  podem  recusar tratamento com todos os recursos disponíveis como decisão final.

Em qual deles você gostaria de viver (morrer)

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198- Medicina na medida do ser humano?

Precisamos difundir uma nova atitude dos profissionais de

Não faltam textos análogos difundidos por vários sites. Alguém que chega agora no nosso mundo ficará preocupado. Entenderá que impera uma atitude arcaica, inadequada e desrespeitosa na beira do leito.

No cotidiano, Comissões de Humanização esforçam-se para preencher lacunas e lapidar o que aparenta completo. Atos médicos constituíram suas bulas. Vocalizar virou precioso. A comunicação interpessoal extrapolou a anamnese. Decodificar para o leigo a complexidade da Medicina incorporou-se à atenção ética. Estatísticas insistem que são autênticas as frustrações do paciente a respeito de atitudes que ele esperava como ser humano do profissional de saúde. A Medicina parece não estar na medida do ser humano.

Porque este panorama, quando sabemos que nossos profissionais de saúde não são seres abjetos, insensíveis e desprovidos de afeto?  Por mais que exceções  possam ter expressividade, o que é que está acontecendo? Exagero de expectativas? Carência de cuidados?

Cada um lê da sua forma com os óculos da vivência de fato experimentada, da ouvida falar e da apreendida em escritos de várias fontes. Leitura plausível é que a Medicina é uma ciência de aplicação agressiva ao ser humano.

Comprimidos e bisturis são invasivos à intimidade. Expõem órgãos internos com uma missão de embate autêntica, diferenciada e sedutora. Eles são pró-saúde, mas não costumam ser apreciados como agradáveis, inclusive, podem ser tão ou mais dolorosos do que a enfermidade. E, ademais, carregam o potencial de efeitos indesejáveis, no médio e no longo prazo, pois combater uma expressão clínica de doença pode comprometer comorbidades existentes e pode iniciar novas morbidades.

Uma transitoriedade de incômodos iatrogênicos por “uma boa causa” é compreensível, mas a legitimidade precisa das justificativas. Ou o paciente as admite por si, culturalmente, ou o médico as promove. Assim nos ensina a história da Medicina, reforçada pela vertiginosa multiplicação de métodos, cada qual não podendo ser exatamente denominado de prazeroso.

Há cada vez mais para ser feito na beira do leito, o que significa adições de probabilidades e de incertezas, acréscimos de agressões à intimidade, amplificações de adversidades, receios mais intensos da submissão ao poder do saber científico. O corolário é mais vigor ao perfeito desempenho ético, vale dizer, mais atenção à aplicação e à recepção da Medicina ajustada às identidades do ser humano.

Dever de aplicar e direito de receber num cenário humano subentendem infinitas expressões do interpessoal na beira do leito, incluindo aquelas que estão sendo mal classificadas  para uma relação médico-paciente padrão.

É o corpo humano que adoece e não a doença como ser à parte que vem habitar o corpo do paciente. Esta lição de Michel Foucault (1926-1984) sustenta a necessidade de se fazer religações periódicas com o afeto a cada estruturação da técnica para o alivio de sintoma, a promoção da qualidade de vida e o apoio à sobrevida. Pois ocorre uma tendência involuntária desviante.

Caso contrário, teríamos uma abstração, a doença considerada à parte do contexto humano numa frouxa relação com o paciente. Ou seja, a Medicina pró-humana -nunca anti-humana- se desdobra em incontáveis formas de atender as necessidades de saúde de um corpo humano que não foi projetado para fáceis ajustes aos intuitos de benefício da ciência médica.

A expectativa acerca de um diagnóstico em meio a uma série de exames interpretativos e a revelação do mesmo como má notícia admitem traumas ao ser humano. O mau prognóstico também. O tratamento vigoroso idem. Já foi considerado  desumano contar certos diagnósticos, como hoje é aplicar tratamento em certas fases da doença. A Medicina sob distintas estéticas.

Cada paciente enfrenta as aversões a sua maneira. Há os que se encastelam em si como avestruzes que afundam a cabeça na terra diante do perigo, há os que se tornam verborrágicos, usando palavras como escudos,  há os que procuram apoio na espiritualidade, em busca do sobrenatural, há os que negam, na esperança de um próximo momento diferente, há os que desistem de lutar com suas justificativas de não vida. Todos estes comportamentos cabem numa única recomendação médica. Quando se sabe que há milhares delas, fica fácil entender como é complexo estabelecer padrões de assistência “humanizadora”, ainda mais quando nós não temos o tempo disponível para encaixar as peças do quebra-cabeça.  A orientação é cada profissional da saúde deve abrir o leque da empatia e animar-se a encontrar o mais adequado posicionamento, caso a caso.

O que precisa ficar claro é que a boa Medicina, por si, é fator de difusão de atitudes dos profissionais de saúde em prol da relação interpessoal e do respeito aos direitos dos pacientes. O que conceituo como boa Medicina é aquela que apoiada por uma tomada de decisão ética dá oportunidade de modificar a história natural da doença, de alcançar um benefício com o mínimo possível de adversidades. Esta Medicina como saber científico, como utilidade e como eficácia deve ser vista como um componente da humanização, assim como é a comunicação interpessoal empática ou um acatamento respeitoso de não consentimento. Por isso, humanização=técnica+atitude na atenção à saúde entendida em seu sentido amplo como recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Reafirmo,  grandeza de atitude que atende objetivos, valores e preferências do paciente é parte relevante da humanização, mas há mais para ser igualmente considerado e que atende pelo nome de tecnociência bem aplicada ao caso.

O médico que atua eticamente no campo do conhecimento, utiliza-o judiciosamente para fazer diagnósticos, aplica a prudência nas tomadas de decisão, é zeloso no desencadeamento da intervenção terapêutica, incluindo a atenção ao processo evolutivo está praticando um aspecto essencial do respeito ao ser humano. Evidentemente, poderá ser classificado numa escala de atitude como “pouco humano”, caso não atente para o afetivo. Insuficiente, mas não destituído de algum grau de humanização, não importa qual definição se queira empregar.

Obviamente, não ser indiferente a esta atenção é ampliar o ser médico dominador da técnica científica. É uma expansão da sabedoria que se almeja progressiva, pois humanização em Medicina cada vez mais transformada e transformadora não tem ponto final -tem ponto de interrogação.

Enquete 209- Microcefalia impulsiona a conscientização pela população em geral sobre o combate ao Aedes aegypti?

AIDS, reconhecida inicialmente em “grupos de risco”, impôs medidas de prevenção para toda a população.

A microcefalia associada ao "grupo de risco gestante", de modo análogo, pode ser considerada fator de conscientização da responsabilidade de cada um com a não proliferação do Aedes aegypti?

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Enquete 208- Exame de capacitação profissional para o médico recém-formado

Dados  veiculados pelo Conselho Federal de Medicina indicam que  158 municípios  brasileiros abrigam pelo menos uma das 257 escolas médicas em funcionamento. Em 89  (56%) deles não há um hospital de ensino.

Na sua opinião, esta constatação é reforço de argumentação para a linha de pensamento favorável à realização de um exame de capacitação profissional pelo médico recém-formado pré-registro no Conselho

  • Sim, avaliar o final da graduação é essencial para a permissão de entrada no mercado de trabalho (0%, 0 Votes)
  • Não, basta o diploma de médico para garantir o registro profissional (0%, 0 Votes)
  • Não, desde que o médico recém-formado cumpra um Programa de Residência médica (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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Enquete 207- Novo consentimento?

Você fornece um fragmento do seu corpo ao participar como voluntário de uma pesquisa. Adicionalmente, consente que uma parte dele seja armazenada  sob responsabilidade do pesquisador para ser eventualmente utilizada numa futura pesquisa que não foi ainda definida.

Qual das duas opções de consentimento para uso futuro da parte armazenada você marcaria?

  • Dispenso nova manifestação de consentimento para uma nova pesquisa (0%, 0 Votes)
  • Desejo expressar-me sobre consentimento por ocasião de uma nova pesquisa após ter sido esclarecido sobre a mesma (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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Enquete 206- Experiência humana, cientificamente incorreto?

Uma pesquisa clínica funciona como um ensaio, ou seja é  experimentação prévia destinada a verificar se algo serve ou não para determinado fim.  Ela é aplicada a um sujeito da pesquisa, ou seja um voluntário que de forma esclarecida, livre e autônoma, dá o seu consentimento para participar.

Há algum tempo, evita-se a designação de Experimento humano, que, evidentemente, expressa uma verdade.

Na sua opinião o desuso do termo Experiência humana

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197- Medicina hum!ana

Eu li com atenção a entrevista do preclaro Dr. Wiliam Saad Hosne, Professor  Emérito da Faculdade de Medicina de Botucatu, no caderno Aliás do Estadão de 20 de dezembro de 2015

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,contornos-de-uma-angustia,10000005315.

Muito aprendizado concentrado. Uma exposição experiente. Uma valorização do vigor da história e da força de cada elo de processos construtivos até mesmo dos mais vulneráveis. Uma exaltação à  imperiosa interdependência entre Medicina e ser humano.

Desejo destacar o trecho “… Mas não aceito a ideia de humanizar a medicina porque para mim ou ela é humanizada ou não é medicina. Não posso reconhecer que exista uma medicina não humanizada e outra humanizada…”. De fato, é sabido que uma das missões cumpridas pelo Professor Saad foi moldar médicos no cuidado respeitoso com o paciente atento à empatia e a comunicação solidária, assim contribuindo para uma beira do leito com alma. Aquela em que o médico investe-se como legítimo procurador dos interesses do paciente perante a Medicina.

Pego o gancho e penso no mundo ideal. É essencial que o médico não perca o foco no sofrimento- que aprende na beira do leito-, ademais daquele na patologia- que aprende nos bancos acadêmicos. Sensível à identidade, o médico deve ir além da visão biomédica, impõe-lhe a compreensão sociocultural do caso clínico. Ele tem que escutar e dialogar  numa verdadeira conferência com o paciente e com a Medicina, esforçando-se para que a multiplicidade das expressões de doença possa ser composta na representação mais de um mosaico do que de uma colcha de retalho. Assim, favorece-se o acolhimento às vulnerabilidades do ser humano agravadas pela enfermidade, ao mesmo tempo em que se cuida para o desempenho na fronteira dos conhecimentos da Medicina.

A “consequência humana” é  a oportunidade de o paciente usufruir do poder da tecnociência aplicada com prudência e com zelo, sentindo-a em conjunção harmônica com seus objetivos, preferências e valores.  A perícia técnica em prol do bem, nunca para o mal.

Mas vivemos no mundo real. Heterogêneo em relação  à humanização da Medicina. Um diploma, um registro, uma mente deturpada comandando conhecimentos e atitudes, a desumanização poderá estar a caminho. A beira do leito de há algum tempo clama por mais humanização. Um sinal  que que ela está insuficiente para participar da devida ordenação do raciocínio clínico. Por isso, muitos abnegados debruçam-se sobre um enredo transformador do estilo de aplicar Medicina, recebem a denominação de humanizadores e devem ser apoiados, seguidos e elogiados. Uma Comissão de Humanização, por exemplo, faz-se representar em Comissão de Bioética.

A ciência médica aplicada de forma não humanizada, onde o médico não atua pelos interesses do paciente,  que não é então medicina,como exposto pelo Prof. Saad, como deveria ser, então, chamada? Olhando a história do século XX, uma denominação cabível é crime. Tuskegee, atrocidades da Segunda Guerra Mundial e Willowbrook State School https://bioamigo.com.br/ma-etica-ma-ciencia/  são exemplos de violação aos direitos humanos travestida de ciência. Mas o crime não foi da medicina, foi de certos médicos desprezíveis.

Poderíamos dizer, também, que a ausência da humanização poderia ser vista como uma ciência médica não empática, quando carente de sensibilidade e de afetividade em meio à intenção de fazer o bem.  Mas será difícil eliminar que é Medicina. Má Medicina, melhor mau atendimento em Medicina. Melhor ainda, relação médico-paciente insensível, destituída de afeto. Medicina associada a um comportamento vinculado à  cultura, à religião, à comunicação em desarmonia com o Código de Ética Médica vigente.

Está certo o Professor Saad, Medicina e Humanismo são indissociáveis,  porém temos que admitir que caminharem juntos de braços dados é figura aceitável. Por isso, a necessidade de resgate constante da humanização, pois ela se solta e deixa a fria ciência médica desacompanhada do calor humano.

Ademais, não se pode esquecer que a avaliação sobre a humanização é refém da época. Autoritarismo do médico, má comunicação médico-paciente e interpretações injustificadas de quebra do sigilo médico para os dias de hoje já foram éticos entre nós, basta fazer uma análise histórica dos Códigos de Ética Médica https://bioamigo.com.br/hm-21-curiosidades-sobre-o-primeiro-codigo-de-etica-medica-aplicado-no-brasil-1929/ Em outras palavras, a verdade de uma Medicina humanizada é uma interpretação. Uma longa carreira médica vivencia mais de uma metamorfose de juízo sobre qualidade da humanização.

Neste ajuste de pensamentos e de exigências sobre direitos humanos à época, vale recordar que a lei estadual 10241 – chamada de lei Covas- que reza que o paciente tem direito de recusar procedimentos diagnósticos ou terapêuticos a serem nele realizados- significa uma autonomia adolescente com cerca de 15 anos da promulgação. E que a  ortotanásia tornou-se ética há cerca de 5 anos.

Faz sentido, pois, aliar humanização na Medicina e modificações na moral de uma sociedade. É um processo de ajustes com coordenação de passos complexa, o que de certa forma explica porque há mais insatisfação de paciente/familiar com a (não)humanização que sente desde o médico do que com a técnica científica aplicada.

O Código de Ética Médica prevê a possibilidade de não aplicação da Medicina caso o paciente prejudique a condição de humanizada: Art. 36 § 1° – Ocorrendo fatos que, a seu critério, prejudiquem o bom relacionamento com o paciente ou o pleno desempenho profissional, o médico tem o direito de renunciar ao atendimento. Um outro lado da moeda.

Creio que o âmago da questão é a profundidade da humanização no exercício da Medicina. Há um quantum satis, uma linha de corte mínima em permanente movimento na direção das ebulições da sociedade. Mas sempre exigente da ciência,  do saber atualizado, validado e à disposição. Pois se não deve existir Medicina sem humanização, não deve haver humanização sem um mínimo de Medicina no cenário da beira do leito.

O médico faz um juramento de humanização, é verdade. Jura por deuses que desconhece um compromisso consigo. Sustentá-lo exige disposição ininterrupta. Nem sempre ele é capaz de evitar a insensibilidade que nem percebe. Não que o médico deseja ser insensível, mas assim se comporta por uma série de razões. Inclusive, pela autêntica ânsia de fazer o que a ciência viabiliza como benefício. Ademais, é sabido o quanto complexidades interpessoais trazem um potencial de má-interpretação do que é desejado pelo outro.

Distinguir é atributo da humanização. Fazer adaptações, igualmente. O médico que efetivamente habita a história do paciente, capta o seu texto e articula-se ao contexto é capital humano da Medicina humanizada. Assim procedendo, ele se faz bom representante do paciente nos domínios da Medicina combinando saber e ser humano.

Enquete 205- Biobanco ou Biorrepositório?

I- Coleção organizada de material biológico humano e informações associadas, coletado e armazenado para fins de pesquisa, conforme regulamento ou normas técnicas, éticas e operacionais pré-definidas, sob responsabilidade e gerenciamento institucional, sem fins comerciais e sujeito à inspeção sanitária pelos órgãos competentes.

II – Coleção de material biológico humano, coletado e armazenado ao longo da execução de um projeto de pesquisa específico, conforme regulamento ou normas técnicas, éticas e operacionais pré-definidas, sob responsabilidade institucional e sob gerenciamento do pesquisador, sem fins comerciais e com os dados sobre o armazenamento de material biológico humano informados no Projeto de Pesquisa.

Qual a opção correta?

  • I- Biobanco II- Biorrepositório (0%, 0 Votes)
  • I- Biorrepositório II- Biobanco (0%, 0 Votes)
  • I- Bioabanco II- Protocolo de Desenvolvimento (0%, 0 Votes)
  • I- Protocolo de Desenvolvimento II- Biorrepositório (0%, 0 Votes)

Total de Respostas: 0

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