5- ERRO DE DIAGNÓSTICO
- Equívoco ao firmar o diagnóstico
- Atraso indevido no diagnóstico
- Falha na condução das etapas de diagnóstico
O diagnóstico pode ser simples quando sinais clínicos são facilmente identificáveis e exames de rápida realização confirmam a hipótese. Porém, nem sempre é possível obter um diagnóstico imediato. Por exemplo, um paciente que apresenta dor abdominal pode inicialmente receber diagnóstico de gastrite, mas o quadro evolui para apendicite após alguns dias, causando atraso e potencial agravamento do prognóstico. O compromisso do médico com a qualificação do diagnóstico é fator de segurança para evitar esse tipo de erro. Também é fundamental orientar o paciente e familiares sobre como colaborar, cumprindo etapas e fornecendo feedbacks necessários.
6- ERRO DE TRATAMENTO
- No manejo de procedimento invasivo
- Na administração da conduta indicada
- Na prescrição de fármaco
- Atraso na programação após o diagnóstico
- Uso de método não indicado
A estratégia do tratamento envolve a seleção de métodos e sua aplicação em simultaneidade ou complementaridade, requerendo experiência do médico e conhecimento da literatura. Por exemplo, atrasar uma cirurgia de apendicite pode resultar em complicações graves. O aspecto prescritivo inclui dose, via de administração e tempo de uso, além do respeito aos tempos validados de procedimentos invasivos e o controle de intercorrências.
7- ERRO DE PREVENÇÃO
- Em profilaxia
- No acompanhamento da conduta aplicada
Essa situação é complexa: o fato de o risco não se tornar evento não significa necessariamente acerto na prevenção, e a ocorrência do evento não representa obrigatoriamente erro na condução. Por exemplo, um paciente pode não usar anticoagulante por anos e nunca apresentar tromboembolismo, enquanto outro pode usar corretamente e ainda assim desenvolver o problema.
Diretrizes devem ser seguidas, mas ajustes podem ser necessários. Recentemente, o aumento de casos de endocardite infecciosa após mudança nas recomendações de prevenção ilustra como seguir o estado da arte pode ter consequências imprevistas. Acompanhar de perto a conduta aplicada, especialmente em casos de maior risco, é fator de segurança. Um antibiótico pode estar sendo eficaz contra a infecção, mas se o acompanhamento clínico detectar rebaixamento da função renal, a dose deve ser ajustada ou substituída a tempo de reverter a adversidade.
8- ERRO NA COMUNICAÇÃO AO PACIENTE
Erros na comunicação podem prejudicar a expectativa e a confiança do paciente. Por exemplo, omitir informações relevantes sobre riscos do tratamento pode comprometer a adesão do paciente à conduta proposta e afetar negativamente a relação médico-paciente. É fundamental que a comunicação seja clara, transparente e adequada ao nível de compreensão do paciente, evitando ambiguidades e garantindo participação ativa nas decisões sobre sua saúde.
