A seguir, listo dez conhecimentos que promovem o futuro do paciente sob cuidados médicos, contribuindo para evitar danos durante o diagnóstico e o tratamento.
1- VALOR DA SEGURANÇA
O médico atento aos processos mentais e operacionais de segurança para o paciente atua como um “batedor”, abrindo caminho seguro. A hierarquização da segurança é eficaz em cinco aspectos essenciais:
- Evita-se que o paciente sofra erros evitáveis.
- Acelera a recuperação do paciente.
- Melhora o entendimento da estratégia de cuidados pelo paciente.
- Maior chance de o paciente ficar satisfeito com os cuidados.
- Eleva a satisfação profissional.
Por exemplo, ao perguntar: “O senhor tem alergia a este medicamento que pretendo lhe prescrever?”, o médico pode evitar graves efeitos adversos, como edema de glote, apenas por seguir um ritual de preservação da segurança.
2- EVENTO ADVERSO
Evento adverso refere-se ao dano causado pela conduta médica e não pela condição clínica do paciente. Métodos diagnósticos e terapêuticos podem provocar eventos adversos, mesmo em situações de prudência e zelo. Por exemplo, uma reação alérgica inesperada a um medicamento pode ocorrer, ainda que todas as precauções tenham sido tomadas.
Conhecer os riscos de eventos adversos é fundamental, pois o paciente tem o direito de participar ativamente da condução de seu caso, consentindo ou não com o tratamento proposto, conforme sua opinião sobre as possíveis adversidades.
3- EVENTO ADVERSO INEVITÁVEL
Trata-se de um dano causado pelo potencial de adversidade do método corretamente utilizado na conduta médica. Pode estar ligado a efeitos intrínsecos do método — por exemplo, a inalação de broncodilatador beta-agonista pode provocar taquicardia em um paciente sem cardiopatia — ou ao impacto do método sobre circunstâncias específicas do paciente, como o uso de antagonista colinérgico desencadeando crise aguda de glaucoma em quem apresenta predisposição.
4- EVENTO ADVERSO EVITÁVEL
Esse ocorre por erro profissional, podendo ser resultado de falha no processo de segurança — como uma contaminação bacteriana durante um procedimento — ou da não aplicação de métodos redutores de adversidade, como não realizar hidratação prévia e administrar N-acetilcisteína para reduzir o risco de insuficiência renal após o uso de radiocontraste iodado.
