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1824 – Realidade, memória e imaginação

Nível de gravidade de uma situação clínica é termo aplicável desde sempre na medicina e que admite zonas fronteiriças cinzentas. A avaliação da gradação compreende a interação entre diagnóstico, potencialidade terapêutica e preventiva e prognóstico.

Atualmente, a evolução de paciente classificável como grave é influenciada por uma combinação de fatores bióticos e abióticos que inclui a doença em si e comorbidades, a atuação experiente dos profissionais da saúde em tomadas de decisão primárias e evolutivas e a vigilância qualificada sobre as condutas em função de ajustes individualizados e a infraestrutura disponível associada a liberação de recursos.

Estratégia eficiente perante níveis altos de gravidade é a equipe profissional lidar permanentemente com níveis simultâneos de realidade.  Significa integrar mentalmente presente, passado e futuro. Abstração de imagens que coexistem. Fazer com que o tempo do raciocínio clínico contenha não somente o presente que mostra a necessidade como também uma linha do tempo que parte de um passado memorizado e se dirige para um futuro projetado em sua função.

Perante uma realidade clínica, a aplicação da memória profissional recorda as vivências do passado aplicáveis e seus desdobramentos beneficentes e maleficentes conhecidos e as utiliza como imaginação de como poderão tornar o futuro evolutivo. De maneira simples, a experiência de fato vivenciada e crítica e plena de competência (conhecimento, habilidade e atitude). Ante o paciente dispneico, pensa – se nele eupneico pela repetição do que deu certo em casos semelhantes.

Uma orientação de diretriz clínica com forte nível de recomendação e alta probabilidade de certeza da evidência é a aplicação no presente de um passado de pesquisa concluído com superioridade com alta esperança de futuras reproduções assistenciais do sucesso obtido.

Na formação atual do médico, a Residência Médica é o período pedagógico que mais sustenta a conscientização deste planejamento com supervisão pelos mais experientes de erros e acertos na sala de aula chamada de beira do leito onde um livro orientador é permanentemente reescrito a lápis e borracha, ou seja, o paciente de hoje é o texto para amanhã, sempre em reafirmação e evolução.

 

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