De episódio em episódio a Bioética da Beira do leito avança dando sequência e forma sólida a um projeto profissional a que dedico um generoso tempo quantitativo no qual me esforço para que se mantenha o mais bem qualitativo possível para todos os que se sentem envolvidos pela Bioética em cada episódio. Ter adquirido vida própria atesta projetos bem sucedidos.
Olá bioamigo! O legado de Nelson Rodrigues (1912 – 1980) nos alerta que toda unanimidade é burra. Apesar da aparente contradição da sua aceitação praticamente sem exceções, a frase enxuta é estímulo para o pensamento crítico especialmente perante complexidades, pois a ausência de contraposições pode significar tanto persistência num erro ou até submissão a autoritarismo, quanto descompromisso com a qualidade de tomadas de decisão.
É reducionista resumir a Bioética em poucas palavras. Ela não é nada pequena. A Bioética enxerga mais longe do que a deontologia com seu protótipo binário, especialmente quando atua no ecossistema da beira do leito. De fato, a ampliação permite prosperar ajustes de foco que revelam que aparentes insignificâncias são problemões ainda desapercebidos e fundamenta maior alcance sobre expansões e imitações das conexões médico – paciente. A Bioética constitui-se numa fonte de rotas de assistência a estes encontros humanos que dia sim outro também sofrem desarmonias exigentes de alertas e mecanismos de segurança.
