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1799 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 1)

 

                                      De episódio em episódio a Bioética da Beira do leito avança dando sequência e forma sólida a um projeto profissional a que      dedico um generoso tempo quantitativo no qual me esforço para que se mantenha o mais bem qualitativo possível para todos os que se sentem envolvidos pela Bioética em cada episódio. Ter adquirido vida própria atesta projetos bem sucedidos. 

 

Olá bioamigo! O legado de Nelson Rodrigues (1912 – 1980) nos alerta que toda unanimidade é burra. Apesar da aparente contradição da sua aceitação praticamente sem exceções, a frase enxuta é estímulo para o pensamento crítico especialmente perante complexidades, pois a ausência de contraposições pode significar tanto persistência num erro ou até submissão a autoritarismo, quanto descompromisso com a qualidade de tomadas de decisão.

É reducionista resumir a Bioética em poucas palavras. Ela não é nada pequena. A Bioética enxerga mais longe do que a deontologia com seu protótipo binário, especialmente quando atua no ecossistema da beira do leito. De fato, a ampliação permite prosperar ajustes de foco que revelam que aparentes insignificâncias são problemões ainda desapercebidos e fundamenta maior alcance sobre expansões e imitações das conexões médico – paciente. A Bioética constitui-se numa fonte de rotas de assistência a estes encontros humanos que dia sim outro também sofrem desarmonias exigentes de alertas e mecanismos de segurança.

A Bioética está longe de representar unanimidade. Aqui e ali ouço uma variedade de opinião sobre o significado e a validade da Bioética com expressões mais racionais ou mais emocionais: Dr. João – não preciso; Dr. José – imprescindível; Dra. Maria – pretendo um dia me interessar; Dra. Ana – será tudo isso mesmo?; Dr. Luis – acham que sabem mais; Dr. Pedro – Bio o quê? Dr. Paulo – sinto falta no meu hospital.
Este confessionário informal é pedagógico, útil para motivar aqueles que já têm níveis altos de Bioeticanemia a desenvolver formas de estímulo à capilarização da Bioética. Perpetrar uma imagem positiva da Bioética é beneficência sem maleficência no ecossistema da beira do leito.  Estimular repensar a posição contrária é concordar com Friedrich Nietzsche (1844 – 1900): É difícil lembrar das minhas opiniões sem lembrar também dos meus motivos para elas.
Opiniões sobre o mundo real da Bioética resultam do encontro entre duas biografias, a biografia do militante em Bioética que promove o que ela tem de bom e a biografia do usuário que avalia a utilidade.

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