3834

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

1402- Dominação, Bioética e passageiro do ônibus de Clapham (Parte 3)

A Bioética da Beira do leito destaca a expansão assim acontecida do que pode chamar de interação social do médico/medicina num contexto de meios pelos quais intervém (voluntária ou involuntariamente) como autoridade para normalizar/minimizar/eliminar comportamentos na esfera da saúde individual e coletiva. Um objetivo relevante é expandir o espírito promotor/protetor da saúde da puericultura para todas as idades.

De alguma forma, cada indivíduo tem oportunidade de qualificar/regular o exercício de uma autovigilância sobre perdas da saúde, de uma autodisciplina sobre preservação da saúde, autodiagnóstico, inclusive. Pode ser entendido – desde que bem assessorado, pelo risco da medicalização sem de fato por um remédio – como ganho de poder pelo paciente num vaivém de dispersão do foco e concentração de orientação, individualização de sintoma e totalização numa síndrome. Todavia, a apreensão de medicina não diretamente desde o médico dificulta o profissional bem conhecer como se dá cada introjeção leiga com notórias influências na atual comunicação na beira do leito.

Thomas Percival

Há cerca de 250 anos, Thomas Percival (1740-1804) elaborou conselhos para o relacionamento entre médico e paciente que se tornaram pontos de referência para a moderna Ética Médica e tendo como uma das orientações: unir ternura com firmeza e condescendência com autoridade para inspirar as mentes de seus pacientes com gratidão, respeito e confiança.

A ética/moral aplicável à conexão médico-paciente admite o dito pelo Prêmio Nobel de Literatura 1948 Thomas Stearns Eliot (1888-1965): O tempo presente e o tempo passado são ambos talvez presentes no tempo futuro e o tempo futuro contido no tempo passado.

Neste século XXI, o médico ético partícipe da conexão médico-paciente contemporânea bem consciente do significado social e da incessante renovação da medicina ditada por uma continuidade de interações entre clássico e inovação sobrepõe submissões à evidência científica e momentos de dúvida/incerteza/hesitação sobre o “bom para” em respeito ao socrático (Sócrates, 470 aC-399 aC) Se sou um, é melhor estar em desacordo com o mundo do que estar em desacordo comigo mesmo.

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts