3833

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

CBio5-Prontuário do paciente: Do papel ao eletrônico

Fabio Antero Piresfabiopires

O uso de sistemas de informação em saúde não é uma novidade. Em meados dos anos 1980, vários hospitais privados e alguns hospitais universitários utilizavam sistemas comerciais ou desenvolvidos internamente. Entretanto, esses sistemas tinham como objetivo controlar somente demandas administrativas e financeiras.

Sistemas que apoiam o registro da prática da assistência ao paciente começaram a surgir no final da década de 1990, principalmente nos hospitais universitários onde o ensino e a pesquisa demandavam o desenvolvimento de subsistemas para armazenar dados coletados de ensaios clínicos ou documentar casos raros que poderiam ser utilizados como apoio ao ensino.

Os sistemas que registram a prática da assistência são comumente chamados de ”Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)”, pois remetem ao conceito de repositório de informações sobre o paciente. Apesar de similaridade no conceito, o PEP agrega características importantes quando comparado com o papel, como por exemplo, acesso simultâneo por diversos profissionais, alertas de cuidados, agilidade na recuperação de informações, segregação de acesso, rastreabilidade de registros entre outras.

O PEP, além de manter registros assistenciais individuais sobre o atendimento,   pode deixar um legado importante para ensino e pesquisa: um banco de dados rico em     informações estruturadas e semi-estruturadas sobre a população atendida.

O Serviço de Informática (SInfo) do Instituto do Coração do HCFMUSP iniciou o desenvolvimento de sistemas denominados assistenciais na década de 1990, iniciando através dos subsistemas de imagens, laudos e prescrição médica. Atualmente, o InCor   utiliza o sistema SI3 (Sistema Integrado de Informações Institucionais)  o qual foi     desenvolvido integralmente no  InCor através de parcerias entre os profissionais      do SInfo e diversos profissionais que atuam na prática da assistência ao paciente.

Objetivando uma maior flexibilidade de acesso, o SI3 foi desenvolvido para ser  acessado através de um navegador de internet, ou seja, basta um computador conectado à rede para que o profissional possa ter acesso ao sistema, mesmo não estando fisicamente dentro do hospital.

Independente das implementações e características de segurança aplicada no PEP, o prontuário em papel só pode ser abandonando se os registros das informações que fazem parte do prontuário, ou seja, aquelas definidas pela Comissão de Revisão de Prontuários¹ do hospital forem assinadas através de Certificados Digitais baseado no padrão ICP Brasil².

No InCor, a assinatura com Certificado Digital está implantado no processo de atendimento de consulta médica ambulatorial e pronto socorro, em média, 820 documentos são assinados diariamente.

Objetivando tornar o InCor um hospital totalmente digital, os próximos passos serão: assinar laudos de SADT com certificado digital e, em 2015, iniciar o processo de  assinatura nos  documentos gerados na internação.

¹ – RESOLUÇÃO CFM nº 1.638/2002 http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/1638_2002.htm

² – ICP-BRASIL

http://www.iti.gov.br/icp-brasil

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts