Recentemente, um professor inglês de Medicina declarou que o crescente “turismo por eutanásia” na Bélgica deve ser considerado pelas autoridades inglesas como indicativo da insuficiência de instrumentos legais que possibilitem pacientes na sua terminalidade de vida morrer em paz na companhia de familiares e de amigos num ambiente acolhedor. http://www.dailymail.co.uk/news/article-3748787/Euthanasia-tourists-rush-Belgium-free-lethal-injections-staggering-2-023-medically-killed-year.html
Este enaltecimento do suicídio assistido é compartilhado em muitos países que o proíbem e que reivindicam uma visão mais liberal.
A última década acompanhou-se de modificações sobre aspectos morais da terminalidade da vida no Brasil, houve o reconhecimento da eticidade da ortotanásia e o desenvolvimento quantitativo e qualitativo dos cuidados paliativos.
Contudo, há pouca discussão nos vários segmentos da sociedade brasileira com poder de influência em decisões acerca do suicídio assistido, além de alguns fóruns de Bioética que procuram conhecer melhor aspectos éticos, morais, sociais, legais, culturais e religiosos.

Uma resposta
Já ultrapassamos o momento de indagar: “Com tanta evolução e compreensão da medicina e suas possibilidades, independentemente da evolução do cuidado paliativo, que permite maior conforto e tranquilidade no final da vida, porque continuar a deixar sofrer alguém, mesmo que só por sofrimento moral, quando é definitivamente claro que não existe qualquer perspectiva de vida com um mínimo de qualidade, se esse ser humano clama por definitivo alívio de seus sofrimentos como um todo?”