Paciente de 78 anos de idade, capaz e que costuma ir sozinho às consultas, trata-se em Hospital pelo SUS. Ouvidoria recebe e.mail do filho que mora na Europa. Pela mensagem, ele comunica que levou o caso do pai para o médico europeu da família e que resultou a impressão que uma operação deveria ser feita, mas que o pai lhe dissera que os “médicos daqui” tinham lhe dito que não havia razão para nenhuma intervenção cirúrgica. Há um tom de indignação nas entrelinhas.
O ouvidor encaminha o e.mail para o Serviço responsável pelo atendimento do paciente em questão. Revisão do prontuário indica que o paciente está estável, não manifesta insatisfação com a qualidade de vida e uma repassagem pelas informações disponíveis reforça que não há critérios para mudança da conduta clínica.
