As diretrizes clínicas representam a memória tecnocientífica da medicina e o raciocínio clínico do médico na arte de a aplicar representa a imaginação que dá vitalidade clínica pelos ajustes necessitados, uma continuidade onde a memória confere limites à imaginação para a preservação da ética. Em outras palavras, no profissionalismo do pensar, sentir e atuar, a imaginação sobre potencialidades de realização terapêutica são os batedores criativos que abrem o caminho da compreensão intelectual da realidade clínica no sentido da aplicação das diretrizes clínicas. Estas funcionam como a lei da gravidade ao fazer o médico ficar eticamente com os pés no chão e não levitando pela imaginação sem limites numa relação médico-paciente-medicina.
