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1804 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 6)

Conexões médico-paciente admitem acasos de composição influenciados por liberdades e subordinações. Por isso, lacunas como as determinadas por vulnerabilidades acontecem em meio aos empoderamentos habituais de cada ângulo do Pentágono da Beira do leito. São 25 possibilidades de interrelação, duas a duas, três a três, quatro a quatro, ou todas que representam fontes de autoridade e de submissão em infinitos papéis dinâmicos. Inspirando-me na abertura de Anna Karenina de Leon Tolstói (1828-1910): Todas as interligações validadas são éticas, cada interligação antiética é antiética a sua maneira. 

Já houve a chamada medicina chamada de liberal, já houve Escolas de determinados professores – “como fazemos” – , já houve indispensável Livro/Tratado de medicina que dava o conhecimento com atualizações não muito frequentes, já houve a frequência rotineira à Biblioteca do hospital para consultar seus periódicos e calhamaços de Index medicus e orientar-se em trabalhos científicos, conclusões/evidências indo direto da fonte ao consumidor sem a intermediação de sociedade de especialidade.

Hoje há a medicina baseada em evidências que por meio da organização em diretrizes clínicas alceia as sociedades de especialidade como “fontes éticas oficiais” da aplicação de uma medicina  pasteurizada em seu melhor sentido, mas que não evita ocorrências de contratempos.

Poder-se-ia indagar: A Bioética se superpõe à medicina baseada em evidências como padroeira da beneficência? A resposta é afirmativa, a Bioética da Beira do leito entende que, de fato, a Bioética se comporta como um fórum de prós e contras que ajuda a ajustar as orientações coletivas da medicina baseada em evidências para a individualidade. É uma forma eficiente de integrar valores da tecnociência e do humanismo que foi motivada e justificada pela condenação contra autoritarismos com desumanidade. O erro de Tuskejee como fonte de acerto do respeito ao não consentimento pelo paciente pós – esclarecimentos pelo médico. 

Uma das características do profissionalismo é que fazer é mais fácil do que não fazer. É fato que coloca o não consentimento “paralisante” pelo paciente como um dos maiores desafios de atitude que o médico enfrenta na beira do leito. Lidar com a negativa do paciente exige segurança ética profissional, pois ela é indispensável para adaptações, aberturas, tolerância, conformar-se com limitações, vale dizer, requer maturidade profissional. Acontece que a beira do leito inclui-se na lista de ambientes com potencial contencioso, o que impede a tranquilidade por mais elevada que seja a segurança ética do profissional.  

É prazeroso dizer que a Bioética da Beira do leito funciona como uma coleção de moldes constituídos por matérias-primas da ética, da moral e do legal para serem adaptados às conexões médico -paciente que estão sob algum confronto e que dar forma a sugestões e opiniões sobre a mais adequada conduta nas circunstâncias. A necessidade de uma coleção significa que o médico que pretende aplicar algum método de tecnociência não tem carta branca do paciente e consentimento tácito por maior que seja a chance de beneficência. Preencher e haver consentimento é preciso.

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