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957- Treinando crítica do rascunho em serviço (Parte 5)

O treinamento em serviço contribui para elevar o nível de segurança nas decisões, a autoconfiança do profissional da saúde a respeito do espectro de responsabilidade quando empreende, habitualmente com tempo limitado, a proatividade sobre uma vida humana, envolve-se com as indeterminações e conduz iniciativas sem garantia de resultados. Como se sabe, é de longa data o entendimento a respeito da responsabilidade civil  que o médico, em geral, não tem condições de se obrigar à obtenção de certo resultado, ele deve se empenhar pelo objetivo.

O treinamento em serviço tendo como pano de fundo a ansiedade ética faz-se natural perante a consideração inquestionável que tomadas de decisão – um cotidiano plural do profissional da saúde- devem ser validadas e honradas pelo acervo teórico e frutificarem como humanas. A mente do profissional da saúde precisa preparar-se para como pensar para distinguir entre

Decisões justificáveis e necessárias
 Decisões justificáveis mas desnecessárias
Decisões injustificadas e desnecessárias

Não é tarefa fácil.

A Bioética da Beira do leito entende que a residência -médica ou multiprofissional- é um período-rascunho. É ocasião em que o já credenciado pela sociedade com um número de classe tem chance de se exercitar ainda podendo praticar um Risque-Rabisque sob supervisão.

Trata-se de genuíno aqui e agora para pós-graduar o olhar diplomado sobre os domínios da tecnociência e das humanidades a que estão sujeitas as obrigações no mundo real da beira do leito. Vale dizer, envolver-se com um comportamento lápis-borracha orientado pela supervisão em serviço, conduzir e reconduzir a competência de modo qualificado e em consonância com as variáveis bióticas e abióticas habitualmente presentes no ecossistema da beira do leito e que causam tantas situações de trem fantasma, um susto a cada curva.

Lápis-borracha é par que dá qualidade ao retratista que o profissional da saúde precisa se habilitar para que o atendimento tenha a cara da medicina, do médico e do paciente, conforme os ângulos de apreciação. As captações exigem o conhecimento de quês e porquês, a habilidade do como e a atitude da determinação, este trio que compõe o conceito de competência.

Hoje, em vias de me tornar R54, preservo meu lápis bem apontado e a borracha sempre renovada, pois há uso constante. O copy-paste da rotina em sintonia com delete e novas composições, este trabalho incessante entre a formatura e aposentadoria subsidiado pela vivência, pela literatura e pela inserção em bons Serviços e convivência com colegas qualificados. Ah! E tendo o estímulo para a militância em Bioética…

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