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PUBLICAÇÕES DESDE 2014

906- MMXX (Parte 7)

 

2020

Dilemas sobre utilidades/futilidades, confianças/desconfianças, liberdades teóricas/não liberdades práticas, possibilidades reais ou simples castelos no ar, como observados na pandemia dão razões de sobra para o interesse da Bioética da Beira do leito.

A Bioética da Beira do leito refere-se a conexões entre bióticos tanto emissores multiprofissionais e sob transdisciplinaridade quanto receptores das ciências da Saúde e afins e abióticos de infraestrutura no ecossistema de atenção à Saúde. Valoriza o alinhamento entre dignidade da pessoa e direitos humanos, sensibilidade à vulnerabilidade humana e responsabilidade social.

O destaque para a preservação da saúde mental durante a pandemia incentiva a Bioética da Beira do leito a trabalhar pensamentos biofílicos face à intensidade emocional que se enraizou nas realidades e nas cogitações predominantes. Pensar amor à vida eleva o nível ético e espiritual e, ademais, é essencial para todos que desejam considerar superposições e contraposições proporcionadas pela sintaxe (palavra)/semântica (interpretação) entre estar com vida e estar vivendo. É colete salva vidas para o mergulho nos danos diretos e colaterais, especialmente quando as expectativas de contensão da virose desvanecem. Contar os convalescentes ameniza.

A Bioética da Beira do leito está atenta ao entendimento que existem lacunas entre o campo dos fato e o campo do valor, que bom/mau, bonito/feio não devem ser reduzidos a nenhuma propriedade natural, ou seja, será sempre uma questão em aberto. Ao mesmo tempo, entende que a conscientização de diferenças na linguagem do fato e na do valor contribui para a tolerância sobre opiniões, essencial para o respeito ao direito ao princípio da autonomia.

Como dito por Isaac Asimov (1920-1992) A transição é que é o problema entre o agradável da vida e a isaac-asimov.jpgpaz da morte. O novo coronavírus interfere na transição desestabilizando nossos sistemas e, em consequência, desencadeia processos de mudança no mundo interno das pessoas. Alô criatividade! Especialmente a que nasce da revolta provocada por limitações. O desejo biofílico é capital para abrir a mente para novas trilhas com boa ecologia quando rotas habituais são vitalmente pedagiadas pelo mal-vindo vírus.

O uso da prosopopeia justifica-se no presente statu quo. O coronavírus com certidão de nascimento para os humanos em 2019  tornou-se um apátrida astuto, arrebatador, cruel, sádico, injusto, insaciável, insidioso e imprevisível. É petulante na imposição de um mesmo destino à atila-1094134.pnghumanidade, é engenhoso para subverter analogias com viroses conhecidas, é sem rodeios para expor a fragilidade do corpo humano. Ademais, como  qualquer um sujeito à oposição provoca um unissonante Fora vírus!

É irregularidade que faz lembrar aulas de História Geral sobre os hunos que tudo devastavam, violentos e impiedosos contra o esplendor do império romano. Este Átila contemporâneo mostra força bastante para redirecionar o ciclo da vida união, nascimento e crescimento em ciclo da morte cessação do crescimento, desintegração e decomposição, numa homenagem (nossa) à sabedoria de Erich Fromm (1900-1980).

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