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PUBLICAÇÕES DESDE 2014

900 – MMXX (Parte 1)

2020MARÇO, ABRIL, MAIO, JUNHO, JULHO 2020 NO BRASIL 

MMXX33

MMXX22

Bioamigo, permita-me aplicar um conceito ampliado e caracterizar o ano de 2020 como um ano sabático compulsório. Muitas ausências prolongadas.

Um retrato da vida desbotado saiu do fundo de algum baú e virou um outdoor chamativo. Expõe renúncias impostas pela saúde pública e pelas concessões ao suporte individual à vida e afirma o prognóstico que a pessoa que entrou 2020 não será a mesma que sairá do colosso sanitário.

Isolado do ambiente habitual e no isolamento da nova ambientação nos vemos durante uma licença da vida. Uma crescente tensão da revolta mal contida é causada por uma conjuntura estranha que não se assemelha nem um pouco com a vida que vivíamos e que parece conduzir um percurso em marcha à ré.

A sensação é de volta ao útero. O retorno à escuridão para uma nova embriogênese de princípios. A religação a um cordão umbilical cognitivo nutre questionamentos. A iluminação de um fósforo riscado é o bastante? Serão muitos os enganos que tivemos? É oportunidade para redimir? Temos a flexibilidade necessária no DNA?

Habitualmente, temos orientações da nossa consciência, estímulos pelo ceticismo e autocrítica e resoluções de autoridades para serem obedecidas. É bom quando coincidem num clima de respeito à liberdade. Mas o que costuma é se contradizerem. A ligação ao passado conta muito especialmente em relação a além do possível e limites do suficiente.

A potencialidade do contágio mútuo na pandemia traz ao máximo a expertise na interpretação dos fatos e dos dados exigida para os responsáveis pela saúde coletiva. A janela para a superposição com o individual é, entretanto, estreita. É complexo viabilizar resultados de harmonia a partir de múltiplos interesses humanos, distintas plataformas culturais e percepções heterogêneas sobre os comportamentos das autoridades públicas, entre outros fatores.

Na situação de risco à vida de uma nação, os valores e estilos díspares da  sociedade viram as peças (formas e estampas) de um quebra-cabeça social, econômico e político que, ao final das contas, carece da clareza quanto à figura representativa. É um quebra-cabeça sui generis. Primeiro muda a figura ao sabor das instabilidades externas e, a seguir, o interior de cada peça sofre a exigência para fazer as adaptações com provável conotação de violência pela dificuldade humana de se reorganizar subitamente. Ademais, vaivéns  desta natureza  têm  prazo de validade, o isolamento físico/social foi longe demais é daqueles oximoros que logo ecoam pelos quatro pontos cardeais.

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