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776- Educação na beira do leito (Parte 1)

Várias técnicas educacionais são aplicadas em salas de aula de colégios. Especialistas esmeram-se. Currículos sustentam objetivos pedagógicos e promovem expectativas de progressão dos saberes que se entende necessários. Melhor ensino, melhor aprendizado, melhor compreensão da vida, cada método tem suas avaliações, provas são necessárias, mas o que vale mesmo é a superposição do pretendido com o que cada um está se tornando. A heterogeneidade é uma constante em termos de legitimidades, limites e lapidação dos comportamentos.

Tradicionalmente, a educação alinha-se a competências de edificação de conhecimentos, extensão de habilidades e configuração de atitudes e valores. Adaptando Aristóteles (é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer) para a realização educacional é participando ativamente do processo de ensino que se aprende aquilo que fornece conhecimento/fundamenta atitudes/orienta sobre atitudes e valores. 

O médico está hipocraticamente condenado a nunca parar de aprender. Os seis anos de faculdade de medicina e mais quatro de residência médica são tão somente o primeiro grau, alfabetizar-se em medicina. Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens- 1835-1910) consola e  incentiva: Qualquer um que para de aprender é um velho, tanto aos 20 quantos aos 80 anos, mas quem mantém-se aprendendo permanece jovem, por isso, a melhor coisa a fazer é conservar a mente jovem. Médicos costumam, de fato, manter a juventude do raciocínio clínico e das habilidades. Pegando carona no Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde (1854-1900), o médico faz acordo com uma contínua atualização e o que envelhece é o número do CRM emoldurado no carimbo…

A beira do leito é uma sala de aula, mais exatamente da escola da verdade. Uma multi dimensão ética, moral e legal inclui o cenário pedagógico da emissão dos esclarecimentos sobre necessidades e possibilidades do paciente pelo médico.

Um dos intuitos desta educação rápida é a obtenção do consentimento do paciente para uma aplicação consensual. A manifestação de conformidade do paciente é exigência do respeito ao princípio da autonomia e as exceções esperadas em qualquer norma referem-se a situações clínicas de iminência de morte reversível. Algo como saber a questão da prova e rapidamente vir a ter noções sobre o tema para dar a resposta.

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