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660- Complexidades (Parte 4)

As suposições sobre malefícios xifópagos a malefícios não se associam a nenhuma atuação profética por maiores que sejam os esforços estatísticos de identificar fatores específicos de risco.

As possibilidades em aberto alinham-se ao dever da transparência de efeitos dos métodos em nome da dignidade da pessoa humana e justificam o que poderia ser indesejado: o paciente temer improbabilidades do malefício e se desestimular a receber providências eficientes em prol do benefício.

Esta disposição inalterável da comunicação entre médico e paciente inclui-se no rol das circunstâncias humanas que acrescem complexidade à medicina contemporânea. As repercussões dependem das individualidades de caráter, personalidade e temperamento dos bióticos atuantes no ecossistema da beira do leito.

A adição de complexidade humana individualizada à complexidade tecnocientífica coletiva é reconhecida pela Bioética da Beira do leito como exemplo que toda conquista para atenção às necessidades de saúde associa-se a um potencial de críticas de várias dimensões. Sob o ponto de vista social, é tema relevante da Bioética as interfaces entre alocação de recursos, justiça distributiva e disponibilidades face a peculiaridades da transformação do não consentimento do paciente à rotina em exigências não padronizadas.   

Sim, é certo que o paciente deve saber de tudo. O tudo é evidentemente força de expressão, mas é necessário haver um quantum satis da compreensão que há um conjunto de vantagens e de desvantagens para as circunstâncias de saúde.

Mas quem tem a fórmula ideal para uma seleção personalizada? Cada médico tem a sua e cada paciente tem expectativas a sua maneira. Na falta de consenso, vale o que é imaginado ser o melhor a cada encontro entre profissional e leigo, sempre sob a vigilância implacável da sociedade numa moldura ética e legal. O pintor tem liberdade de escolher o tamanho da tela e, assim, pre-dimensiona a moldura. O médico trabalha no quadro clínico com a moldura heteronomicamente padronizada.   

Melhor é substantivo, é adjetivo, é advérbio. As nuances do seu uso direcionam para uma pergunta básica: Um melhor – acima de bom como adjetivo, um modo que satisfaz como advérbio ou uma situação vantajosa como substantivo- para quem? 

Acima do bom para a medicina, o modo que satisfaz ao médico e uma situação vantajosa para o paciente podem representar o melhor interesse para pacientes, mas, o direito à autonomia de cada paciente sobressai-se na apreciação das potencialidades e expectativas de realização.

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