3834

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

634- Bioética da Beira do leito 2019 (Parte 7)

A Bioética da Beira do leito favorece a transição de gerações. Colegas que não conhecemos cuidaram para criar uma medicina prática com redução à simplicidade (sinal patognomônico, por exemplo), com  continuidade de raciocínio entre captação de sinais pelos órgãos dos sentidos e diagnóstico clínico, com causalidade local, encadeamento entre etiopatogenia, fisiopatologia e terapêutica e com  determinismo, ou seja, o estágio da doença ou a prevenção alinham-se ao prognóstico. Tudo isso persiste válido.

A busca – e o encontro- incessante por maior efetividade, contudo,  estimulou formas  adicionais de entendimento da beira do leito.

Uma visão de pluralidade complexa traz a conveniência da aplicação do pensamento transdisciplinar de inspiração na física quântica (microfísica) na beira do leito.

O pensamento transdisciplinar inclui três pilares e três comportamentos. Os pilares são formados pela complexidade, coexistência de níveis de realidade sob conceitos distintos e a lógica do terceiro incluído. Os comportamentos referem-se ao rigor, à abertura para o novo, o desconhecido, o inevitável e o inesperado e à tolerância. Ademais, a microfísica observa a não separabilidade, a persistência de uma interação acontecida mesmo após haver o distanciamento – que motiva uma analogia com a responsabilidade profissional  que se mantém de modo não presencial ao longo do atendimento.

A Bioética da Beira do leito entende que o pensamento transdisciplinar é vantajoso no processo de tomada de decisão na beira do leito. A  interdisciplinaridade não se contenta com apenas transferência de métodos e troca de conceitos, de inspiração quântica e não iconoclasta da física clássica, ela se nutre da pesquisa disciplinar, posta-se entre e além das disicplinas das várias modalidades de ciência e dialoga com as artes, a literatura e a experiência espiritual.

A Bioética da Beira do leito considera que o pensamento transdisciplinar facilita transmitir os esclarecimentos para o paciente, reduzindo as incompreensões. Ademais, favorece a conexão médico-paciente a atender ao alerta do humorista Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens-1835-1910): A pior solidão é não estar confortável consigo mesmo.

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts