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380- Respeito à pessoa

Hipócrates afastou a Medicina dos deuses e destacou o poder do médico sobre a vida das pessoas. O seu Juramento é ponto de referência histórico sobre o comportamento pró-dignidade e pró-integridade e tem sido tradicionalmente renovado às formaturas, incluindo a vocalização de Em todas as casas em que entrar, fá-lo-ei apenas para benefício dos doentes, evitando todo o mal voluntário e a corrupção.  A natureza humana inclui possibilidades de violência de diversos matizes e a vulnerabilidade do ser humano acentua-se em momentos de dor, sofrimento e doença, quando o médico tem alto poder de influência. Estas ocasiões não podem se prestar a atos moralmente reprováveis. Numa batalha, por exemplo, soldado  tem autorização para o extermínio do inimigo, que se for capturado ferido, tem a acolhida do médico que trabalha sem fronteiras ideológicas. As origens da Cruz Vermelha Internacional carregam este espírito humanitário. O julgamento de Nuremberg incluindo médicos é inesquecível e ponto de referência para um “nunca mais”.

O Princípio fundamental VI do Código de Ética Médica  O médico guardará absoluto respeito pelo ser humano e atuará sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade deve ser entendido no âmbito da intenção incompatível com a missão de médico, os conhecimentos são aqueles da profissão. O dia-a-dia do médico-cidadão envolve uma profusão de informações recebidas extra beira do leito, que ficam à margem do alcance da Ética Médica, sendo de interesse da moralidade pública. Assim como devemos entender absoluto respeito como sendo figura de ênfase, pois respeito não comporta gradação. O sofrimento físico mencionado, repetimos, exclui aquele inevitável por ato terapêutico e a difusão do conceito de ortotanásia afastou uma não terapêutica do enquadramento em indignidade. O Princípio fundamental vai além da relação médico-paciente, ele reforça a necessidade das boas condições de trabalho que evitem sofrimentos morais entre colegas no entorno de competências e responsabilidades.

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