4237

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

1820 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 22)

Ascensões sem quedas – poucas já é bom – têm na Bioética o corrimão que resguarda com rigor e experiência, degrau a degrau, os movimentos do senso prático que são sensíveis a direcionamentos alinhados à visão teórica. Entender se a Bioética é válida ou não na beira do leito não é uma questão nem de romanizar positivamente a beira do leito como local indiscutível de compaixão, solidariedade, empatia, entrega, etc… que bastam por si, nem de retratar a beira do leito como um terreno que contém areia movediça, os extremos até cabem no mundo real, mas não devem ser motivo da conclusão sobre a validade.

O importante é a compreensão que acontece, invariavelmente na beira do leito ritmos calmos e ritmos frenéticos, em meio a uma coleção de tipos de conexão médico – paciente que tendem a mais tranquilos e a mais turbulentos, até mesmo momentos assim distintos em mesmo atendimento. Contar com uma caixa de ferramentas sortidas para o que der e ver vale muito.

A Bioética da Beira do leito ao cooperar para equacionamentos do cotidiano faculta aparar arestas e pactuar prós e contras, num modo que se faz independente de qualquer a priori certificação radical sobre conduta certa ou errada. Ademais um feedback positivo na conexão médico – paciente pode ser mais bem conseguido quando as partes têm a oportunidade de enxergar além do até então, de perceber criticamente os valores envolvidos nos atendimentos, de identificar com abrangência e profundidade o custo-risco-benefício dos elementos constituintes das tomadas de decisão.

Tema recorrente é que tanto a busca quanto a obtenção da excelência da medicina atual impactada pela interação entre os significados dos princípios da beneficência, não maleficência e autonomia é facilitada pelo trabalho em equipe que melhor lida com a  diversidade dos métodos disponíveis e indicados. É a conjunção da prudência e do zelo profissional.

O caráter transdisciplinar ao desdobrar complexidades (plexus = dobra) agrega prudência profissional ao sempre imprevisível par principialista formado pela beneficência atrelada de modo mais restrito à tecnociência validada e pela autonomia mais irrestrita em função das diversidades da condição humana.

O paciente é o “integrante da equipe” que não está obrigado a justificar aos demais, à ética, à moral ou ao legal, a razão de seus passos colaborativos e/ou decisórios no curso do atendimento. Seus Sim ou Não podem ser áridos, nada mais além de nova verbalização confirmadora ou do silêncio. Evidentemente, ele assume responsabilidade pela manifestação “contramão” e é quem sofre na pele decorrências dolorosas e sofridas de sua escolha. A questão de como fica a responsabilidade profissional perante o Não consinto, doutor  definitivo, contudo, não é exatamente enquadrada numa simples substituição. A alta a pedido é ilustrativa da figura que vazio não significa ausência.  

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts