3834

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

182- Tomada de decisão compartilhada em UTI

A revista Critical Care Medicine de 27 de outubro de 2015  publicou que os Comités de Ética do American College of Critical Care Medicine e da American Thoracic Society aprovaram uma definição sobre Tomada de decisão compartilhada em Unidades de Tratamento Intensivo e fez 5 recomendações (Quadros).

shared3shareddecision4

Definições sobre atitudes são instrumentos de clareza para a atuação à beira do leito.

A Bioética da Beira do leito entende que elas  contribuem para a mais adequada percepção da abrangência do tema e para a harmonia de atitudes com valores e preferências de pacientes graves em momentos delicados dos cuidados com as suas necessidades de saúde.

O cotidiano abrange escolhas desde as com alto valor agregado até as com baixo valor agregado. E, em atenção ao Princípio da Autonomia, o paciente-ou seu representante- oscila entre posturas de alto controle e de baixo controle sobre a recomendação médica. Desta maneira, a aplicação de métodos de grande ou de baixa influência no prognóstico precisa ser ajustada na relação médico-paciente. Consentimento do paciente- ou representante- é palavra-chave para evitar uma habitual hierarquização profissional na tomada de decisão, salvo em circunstância de iminente risco de morte.

O processo de compartilhamento de tomada de decisão é trabalhoso e exige um acolhimento exemplar. A equipe de saúde tem uma visão técnico-científica que precisa ser bem explicada e dialogada com o paciente. Este, por sua vez, tem reações próprias com distintas roupagens, um período de tempo para absorver notícias desagradáveis  é sempre útil e um não consentimento não necessariamente reflete falta de confiança na Medicina e/ou no médico e equipe multiprofissional.

O artigo em questão destaca passos que a Bioética da Beira do leito tem sugerido para o processo de tomada de decisão. Vale a pena recordá-los para utilização como guia ético da relevante conexão médico-paciente:

  1. Estabeleça uma relação de confiança com o paciente e familiares, inclusive com envolvimento multidisciplinar;
  2. Dê suporte emocional,  transmita empatia.
  3. Faça esclarecimentos, aprecie a compreensão, estimule a apresentação de dúvidas e corrija má-interpretação;
  4. Vá devagar com explicações em linguagem simples. Use pausas para avaliação da recepção.
  5. Aborde o prognóstico pelos lados da sobrevida e da qualidade de vida;
  6. Enfatize que as várias opções para diagnóstico e para tratamento possuem suas próprias relações de risco-benefício;
  7. Conheça preferências de tratamento prévias;
  8. Conheça os valores, objetivos e preferências do paciente;
  9. Dê suporte para o representante do paciente;
  10. Providencie para que haja uma tomada de decisão.

 

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts