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1813 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 15)


A Bioética da Beira do leito figura os médicos como retratistas hábeis manejando imprescindíveis lápis e borracha, habilidades do “olho clínico” instados a constantes aperfeiçoamentos. São expeditos com uma formulação básica e progressão para a excelência mediante ajustes individualizados.

O exercício atual da medicina conserva alicerces clássicos, imutáveis (ainda) diria pois são pétreos como a anamnese e o sigilo profissional, e, continua e aceleradamente, a eles incorporam-se novidades e inovações que provocam rearranjos nas combinações da teoria e da prática, exigentes de constantes reavaliações críticas. 

Percebe-se que cada vez mais, as sucessivas gerações de médicos individualizam-se na história da medicina. Neste início de século XXI é notório como percentual significativo do aprendido na graduação e na pós-graduação imediata perde qualificações rapidamente, exigindo substituições para ganho de utilidade e eficácia. A tecnologia contribui sobremaneira para a rapidez renovadora.

Em tempos de ganho de interesse pela inteligência artificial, irreversibilidade mesmo, é essencial cuidar da inteligência natural. Neste aspecto, a Bioética da Beira do leito recomenda valorizar, por exemplo, a inteligência emocional, que, desde sempre, é essencial para suprir confiança profissional em meio a inevitáveis inquietações, para eliminar elementos anticoragem e adicionar componentes pró coragem profissional, para prosseguir apesar das dúvidas, para acreditar no valor da imaginação sobre o futuro escorada na memória do passado. A forma como médicos encaram desafios/dilemas/ambivalências/conflitos na beira do leito dá uma medida da inteligência emocional.

Aliás, a Bioética da Beira do leito salienta que, em termos práticos, não há passado na medicina, pois ele está sempre “presente no presente” como ensinamento – filtro do benefício e do malefício, a tal da experiência de fato vivenciada, um dos mais desejáveis valores da beira do leito. Não há ciência apenas corajosa, há vontade determinada e bem qualificada (aprendizado = passado) quanto ao usufruto pelo médico e pelo paciente que consente.

Pacientes têm objetivos, de modo espontâneo ou desde o médico e almejam alcançá-los por meio do par médico – medicina, dos profissionais da saúde em geral e das ciências da saúde em geral sustentados por boa infraestrutura. Já há algum tempo, o trabalho em equipe torna-se imperioso nos atendimentos às necessidades de saúde.

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