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1805 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 7)

A Bioética da Beira do leito em função do envolvimento com distintas matérias-primas bióticas e abióticas de construção de relacionamentos admite em sua missão orientar sobre a criação de vínculos que qualificam comportamentos no ecossistema da beira do leito. O uso da ferramenta organizadora recompensa pela redução de atritos, gera pertencimentos respeitosos, viabiliza ordenações de previsão anticaos, especialmente porque ela é forjada na transdisciplinaridade.

A visão transdisciplinar passa pelo campo da ciência, o ultrapassa, dialoga com o que for preciso, inclusive com a arte, a literatura e o espiritual. É exigência da complexidade, dos níveis simultâneos de realidade alinhados à memória e à imaginação – a atuação passada faz projetar a futura – e da lógica do terceiro incluído porque cada método de uso na Saúde, invariavelmente, contém o desejável potencial de benefício (beneficência) e indesejável/inevitável potencial de malefício (maleficência).

A associação da Bioética da Beira do leito com a medicina baseada em evidências e a transdisciplinaridade pode ser figurada como a concessão de dupla cidadania para o médico, a da nação da medicina habitada por profissionais e e a da nação da beira do leito habitada pelo leigo. A duplicidade favorece o diálogo sustentado por aspectos tecnocientíficos, filosóficos, econômicos, políticos, religiosos e ideológicos,

O ensino das ciências da saúde como tem sido estruturado de certa forma explica que o médico, especialmente, os com os números de CRM mais altos, entenda como estranho que pacientes possam não se interessar pela beneficência disponível. É preciso aprender o que não costuma ser discutido quando do ensino prático da aplicação da tecnociência: desejos, preferências, objetivos e valores do paciente regulam  o dever profissional de fazer por meio de um Sim ou um Não verbalizado pelo paciente. Simples e complexo ao mesmo tempo.

Não exageremos, a Bioética não está no ponto culminante do pensamento humano ativado na beira do leito, mas certamente, ela exerce uma  melhoria nas histórias das beiras do leito. Uma forte contribuição é a de inibir monstruosidades observadas no passado – cabe Tuskejee de novo como alerta.

De fato, a Bioética nutre o sentido humano, energiza a pessoa emissora e a pessoa receptora para a aplicação por e para gente da tecnociência, potencializa a comunicação dialógica para a mútua valorização dos componentes da conexão médico – paciente. Consegue aperfeiçoar desde o passado em prol do futuro? Acredito numa resposta afirmativa para mercados futuros comportamentais de interesse na Saúde, inclusive porque os prós e os contras da arte de aplicar ciência tendem a ficar mais bem esclarecidos e atualizados, numa interação entre erros corrigidos e inclusão de conceitos novos e inovadores. A Bioética é catalizadora.

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