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1803 – Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 5)

A experiência acumulada permite afirmar que a Bioética tem contribuído para mudar para melhor muita coisa na beira do leito, inclusive pelo fornecimento de subsídios para a deontologia, o que pode ser notado em artigos  do Código de Ética Médica vigente. 

Creio que já ficou estabelecido que a Bioética não é uma impostora, muito menos uma aberração de uns poucos esquisitos fadada ao silêncio da voz não ouvida, tampouco uma teoria sem poder de canalização para a prática, pois dissociada da realidade dos acontecimentos primordiais, na verdade, ela sabe muito do que muitos não sabem.

Todos os que participam e se agregam por alguma razão de uma conexão médico – paciente são vulneráveis a interações que não eram assim vistas no passado. Elas são de tipos e intensidades de vulnerabilidade que passam a representar lacunas no empoderamento que a medicina confere.

É inevitável! Todos os dias, várias vezes nas 24 horas, muita coisa acontece que absorve interesse da Bioética, incertezas sobre atitudes, por exemplo. A Bioética é uma esponja solidária atuante na realidade do mundo real da beira do leito. Mundo real requer Bioética absorvente com suas múltiplas finalidades. Útil e eficaz quando acontecem premência de avaliação da moralidade de ideias, da produção de laboratórios de pesquisa e da integração entre tecnociência e humanismo, enfim, atenção a grande movimentações da tétrade formada  por desafios, dilemas, ambivalências e conflitos necessitadas de orientações contidas nos fundamentos da Bioética.

Nada é mais pedagógico do que a forte conscientização de comportamento antiético para provocar uma atmosfera favorável de redirecionamento para a eticidade. Revelar a inconformidade expressando as profundezas do ilícito danoso contribui para preservar o valor da Ética. A má atitude – que até pode não ter sido assim julgada no passado – como matéria-prima a ser transformada em boa atitude de acordo com o presente.

Aprende-se desde criança o valor do “mau exemplo” para gerar o inverso admissível como “bom exemplo”. O erro como mestre é próprio da humanidade,  faz a inseparabilidade do lápis e borracha, obriga a teclados disporem da tecla del. O médico logo que começa a trabalhar habilita-se a perceber quais seriam os efeitos da negligência e da imprudência na beira do leito, razão para sedimentar veículos e vínculos que lhe orientem a transitar no zelo e na prudência.

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