3919

PUBLICAÇÕES DESDE 2014

1746- Rosas têm espinhos (Parte 2)

Considerando que a arte sabe melhor que maus hábitos não são eliminados de modo simples, como que atirando-os pela janela, mais imaginária do que real, mas deles se desvencilhando degrau a degrau por uma escada “estilosa” profissionalmente bem desenhada e possuidora de firmes corrimões. Desce o mau hábito, sobe o bom hábito, uma troca de comportamentos salutar que pode ser resumida como mudança de estilo.

No usufruto desta arte, OLS vivenciou o poder de transformação de uma medicina que aprende desde a doença e aplica de modo a que o receptor passe a enxergar o até então invisível. A Bioética interessa-se por esta atuação empreendedora-transformadora, inclusive porque desenvolve missões que podem ser classificadas como bioarte. Nunca é demais recordar no âmbito da inspiradora frase de Jean Cocteau (1889-1963) Não sabendo que era impossível, foi lá e fez para  desafiar limites e a superar obstáculos, que a iluminação permitiu que atos próprios do dia pudessem ser praticados à noite, o sol substituído por lâmpadas.

O paciente que faz sucesso na mudança do estilo de vida é aquele que almeja e persegue firmemente os objetivos, comporta-se com dedicação que até pode conviver com momentos de fuga de um ato, jamais com de escape da intenção. Ressalte-se que inexiste estratégia “tamanho único” para reforçar a resiliência, fazer adaptações vale muito conhecer pontos fortes e dificuldades individuais no intuito de recrutar recursos úteis e eficientes pois, ponto fundamental a ser combatido é que, por exemplo, é o vício em nicotina que faz persistir-se fumante apesar do desejo de para de fumar. Não há um botão on/off.

Numa de suas parábolas, Franz Kafka (1883-1924) menciona que Ele tem dois oponentes, um castiga-o por trás e de certa forma ajuda na luta contra o outro que lhe bloqueia o caminho à frente e o empurra para trás. Ele almeja saltar fora do combate e deixar os oponentes lutarem entre si. Hannah Arendt (1906-1975) comenta que a parábola Ele motiva compreender que o passado não deve ser visto tão somente como um fardo a se livrar, mas também como uma força que se compacta para o futuro e que alicerça, por exemplo, movimentos de mudanças.

Numa analogia com a mudança de estilo de vida, Ele – OLS no caso – vivenciou no início uma força que o impulsava para “deixar o passado” e, ao mesmo tempo, deparou-se com outra força que o devolvia ao passado representada pelos mal-estares habituais da transição, gerando uma tensão presente numa lacuna temporal entre passado e futuro.

OLS lutou contra estes dois adversários, conviveu com ambiguidades, com influências duplas que não podiam ser conciliadas e que exigiu a eficiência dos métodos transformadores para proporcionar o salto, vale dizer, bem compreendeu e absorveu o que era preciso passar, tendo  a mente alinhada entre a força de vontade que fortalecia o desejo de “ir em frente” e o poder da transformação que não permitia recuar , para assim alcançar os objetivos. Rosas têm espinhos! 

COMPARTILHE JÁ

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no Telegram
Compartilhar no WhatsApp
Compartilhar no E-mail

COMENTÁRIOS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

POSTS SIMILARES

maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts

maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts
set0 Posts
out0 Posts
nov0 Posts
dez0 Posts
jan0 Posts
fev0 Posts
mar0 Posts
abr0 Posts
maio0 Posts
jun0 Posts
jul0 Posts
ago0 Posts