Provocam agrado ou desagrado no outro. São interpretadas como racionais, coerentes, justificadas ou como irracionais, injustificadas ou incoerentes. A prudência, virtude e ética, torna-se filtro imprescindível em prol da excelência. Todo médico precisa conhecer os aspectos da prudência segundo a filosofia, até porque a medicina baseada em evidências tem forte inspiração.
Cada paciente tem seu prontuário, desenvolve sua biografia, aplica seu estilo pessoal de cuidar da saúde. Persistem pessoas que se vangloriam de jamais terem tido necessidade de ir ao médico e há os hipocondríacos e os portadores da síndrome de Münchausen. Entre os extremos, os comportamentos são caleidoscópicos.
A Bioética da Beira do leito enfatiza seis tipos de tomada de decisão a ser manifesta pelo paciente de alta influência sobre resolução e prognóstico: A primeira é procurar – ou não – o atendimento médico. Implica em aspectos clínicos, pessoais, sociais e econômicos, bem como em influência do sistema de saúde. Há precipitações e há atrasos.
Há o conforto da palavra de alívio pelo médico e há o medo sobre o que poderá ser dito. Opiniões negativas na sociedade sobre chance de ser consultado num período razoável de tempo são inibidoras da vontade de procurar atendimento médico e neste Brasil continental a alternativa da “consulta” ao farmacêutico mantém-se como outrora.
Uma segunda tomada de decisão pelo paciente diz respeito a qual Serviço procurar, o que está ligado fortemente ao sistema de saúde.