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1695- Bioética e valor da cultura geral (Parte 3)

As fusões do clássico com as inovações e as novidades são altamente dinâmicas e, pode-se dizer, que médicos são verdadeiros camaleões ajustando-se no ecossistema da beira do leito a frequentes atualizações, não somente de métodos diagnósticos, terapêuticos e preventivos, como também de maneiras de ser/estar/ficar do paciente. Atrativas redes sociais e convivência/competição com a inteligência artificial reduzem cada vez mais quaisquer atribuições de monotonia ao dia-a-dia do médico de fato atuante na beira do leito.

Competência profissional na área da saúde é um álbum de figurinhas com sequentes acréscimos de lacunas a serem completadas com novos recortes de conhecimentos, habilidades e atitudes, ao mesmo tempo em que um percentual das antigas vai para um arquivo morto. Há o paradoxo de as figurinhas repetidas, caso a caso, são mais bem-vindas, mas sem a obtenção das novas, o médico não progride profissionalmente.

O ecossistema da beira do leito testemunha uma pluralidade complexa que é tão fascinante quanto desafiadora. O médico (re)energiza-se com os desafios causados pela responsabilidade com o paciente e ganhos decorrentes do aristotélico É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer. Caso difícil? Cuidar dele torna o próximo análogo mais fácil, reforça a satisfação do pertencimento à medicina. Evidentemente, há profissionais e profissionais, o ideal e o possível, o ético e o antiético.

A subdivisão em disciplinas facilita sustentar a vitalidade do ecossistema da beira leito, mas é imperiosa a articulação/comunicação entre aquelas pertinentes à área da saúde, além de ser também vantajosa a incorporação de outras áreas do saber. A Bioética da Beira do leito entende que não há um tipo de saber sequer que não possa ser útil na beira do leito, pelo simples fato de ela ser local onde humanos cuidam de outros humanos. Por enquanto…

As complexidades das realidades do cotidiano da beira do leito precisam ser desdobradas, cada desdobramento requer instrumentos apropriados e, por isso, tão somente o acervo das disciplinas da saúde é insuficiente para provocar os mais adequados níveis de simplificação. Outros saberes não curriculares na medicina elevam o grau de compreensão dos mecanismos envolvidos nas dobras e, assim, facilitam o desenvolvimento de soluções.

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