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1686- Reprogramar é preciso (Parte 2)

É alvissareiro para a saúde em geral quando a momentânea “delícia” de tragar a combustão do tabaco, não exatamente perde instantaneamente a qualificação de um prazer, mas é conscientemente afastada por um mais valorizado compromisso com a duração de boa qualidade de vida. O novo hábito precisa reduzir um sentido de desagradável a fim de  superar o antigo. Da mesma forma, certos tipos de refeição ou se esticar no sofá por horas não deixam de ser intrinsecamente prazerosos, podem até continuar a ser usufruídos de vez em quando, mas a mente/fluxo de neurotransmissor precisa codificar que alimentação saudável e atividade física trazem prazer maior pelo usufruto de boa saúde, ou seja, nova visão sobre o desejo de recompensa pelos comportamentos. Sai o provocativo e entra o preventivo.

Não há como negar, prevenir antes que aconteça é melhor do que remediar depois que acontece. Mas, se acontecer, prevenir o que ainda pode é ainda bom. Medicina e médicos conhecem cada vez mais métodos para prevenir doenças e reduzir a gravidade das que se instalam. A saúde é atacada por bactérias, vírus, fungos, autoagressões e desgaste material de natureza degenerativa e o ser humano se defende. A medicina ajuda a defender. Vacinas constroem muros de contenção, fármacos atapetam rotas de controle, cirurgias eliminam pedras do caminho e mudanças de hábitos prejudiciais à saúde constroem pontes rumo à boa qualidade de vida.

Numa sociedade, muitos permanecem parte do time que entende que orientações sobre hábitos em prol da preservação da saúde são simplesmente um conjunto de estraga-prazeres, eles têm suas justificativas que estão sujeitas a prazos de validade. Outros já são mais atentos e receptivos por algumas razões, muitas vezes sofridas, conscientizam-se que precisam de fato estragar os prazeres para diminuir certos estragos da saúde, na verdade,  encontram recompensas em outros comportamentos. O equilíbrio é fundamental, assim ensina a equivalência de valor entre necessidade de se exercitar e necessidade de precisar dormir de modo repousante.

A medicina do estilo de vida contribui para ajudar quem se motiva a entender que prazeres como se sentir bem fisica e mentalmente, conviver saudável com a família, desempenhar-se profissionalmente com energia, manter-se independente são muito mais prazerosos do que viver com o “delicioso” tabaco, conviver com “indispensáveis” exageros de alimentação, manter-se por horas no conforto de um sofá. A medicina do estilo de vida pode apoiar  a reclassificar como relativo desprazer.

A condição humana ensina que ajustes individuais nos hábitos elevam a eficiência substitutiva e reduzem chances de recidivas. Reprogramar com autorizada intromissão na privacidade mental e preservação da liberdade cognitiva para repensar é moralmente imperioso.

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