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1669- Percepção da existência (Parte 1)

Bioamigo, conforme advertido por Salvador Dali (1904-1989), não tema as imperfeições, pois jamais se consegue alcançar a perfeição. Tudo que é feito estará sempre aquém do per-feito. Perfeição não é um destino, é o nome de um caminho para a educação, o sucesso, a excelência.

Ninguém é perfeito na sua saúde, alguma deficiência, algum transtorno, algum diagnóstico são inevitáveis. Não obstante, há imperfeições passíveis de serem minimizadas e uma delas  de alto interesse da saúde refere-se a injustiças da mente com o próprio corpo que se tornam fontes etiopatogênicas, como, por exemplo, a gula da obesidade e a preguiça do sedentarismo.

Mesmo em presença de doença crônica exigente de atenção médica continuada, um conceito de saúde pode ser admitido quando a pessoa mantém capacidade de adaptação e autogestão a desafios de ordem física – proteger-se de danos -, emocional – enfrentar situações difíceis – e social – cumprir obrigações e portar-se com independência.

O significado desta idealidade é que cada pessoa com um corpo que funciona numa mescla de naturalidades e intervenções tem possibilidade de viver uma boa qualidade de existência, o que inclui como um dos seus corolários uma forte justificativa para usufruir de expectativa de mais anos de vida, vale dizer, distanciamento da terminalidade de sua vida.

Mais uma velinha que se acende, acrescida ano após ano no bolo de aniversário é sempre bem-vinda, é momento de alegria, tanto melhor quanto mais qualificada for a condição do corpo e da mente que dá a energia para o sopro tradicional. A Bioética da Beira do leito utiliza três categorias de idade da pessoa, a idade cronológica – uma simples conta aritmética -, a idade (identidade) dos órgãos – a situação funcional, variável entre eles, como um coração envelhecido e um cérebro jovem  – e a idade (identidade) da disposição – há jovens cansados e idosos joviais. Cada pessoa tem uma calibragem do trio de idades que é sujeita a variações positivas e negativas.

A medicina, independente das adjetivações que tem ganho ultimamente, objetiva sentidos positivos na identidade funcional dos órgãos e na identidade da disposição. Cada vez mais, o progresso da medicina com sustentação transdisciplinar contribui para conscientizar o ser humano que a progeria (síndrome de Hutchinson-Gilford, Jonathan Hutchinson, 1828-1913 e Hastings Gilford, 1861-1941) apesar da raridade traz uma volumosa lição – pelo lado inverso – da dissociação entre cronologia de vida e funcionalidade do corpo humano.

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