Uma quarta formulação conceitual é o estado de completo bem-estar físico, mental e social. Há um complemento: saúde não é ausência de doença, o que significa que doença é tão somente um dos fatores que influenciam a saúde. De fato, nesta ampla concepção gerada pela Organização Mundial da Saúde, saúde identifica-se com bem-estar como uma aspiração universal de para todos os povos e não apenas como fator para o bem-estar. Assim esta conceituação de saúde idealiza o respeito a direitos associados a tudo que possa gerar bem-estar como a prevenção de fatores de risco, mudança de hábitos e efetivo acesso à pluralidade de serviços do sistema de saúde.
Há uma Uma quinta formulação conceitual como habilidade para se adaptar e autogestão face a desafios de ordem física, mental e social envolvendo seis dimensões: funções corpóreas, funções mentais e percepção, contexto espiritual/existencial, qualidade de vida, participação social e atuação cotidiana.
Ela tem fundamento na possibilidade de longa vida em convivência com doenças crônicas e suas oscilações clínicas, o que torna inadequado o termo completo na formulação pela Organização Mundial de Saúde. No aspecto físico significa a capacidade para homeostase, proteger-se de danos e preservar o equilíbrio.
No âmbito mental representa a capacidade para enfrentamento de forte estresse psicológico e proteção do estresse pós-traumático e mostrar coerência a respeito da significância de situações difíceis. No contexto social, a capacidade de se portar com independência apesar de limitações e realizar as oportunidades de tarefas na sociedade.
O exercício da medicina é dependente da sociedade em que ela funciona. Como um veículo para os valores da sociedade, a medicina desempenha relevante papel na formação e na formatação dos significados sociais presentes em tais valores.
Porém, são inúmeras as transgressões das pessoas ao virtuoso qualificado pela medicina. Como expressa a metáfora popular, passa-se a primeira metade da vida incendiando a própria saúde e na segunda metade atua-se como bombeiro.
Encontros preventivos e terapêuticos são experiências de expansão e limitação a respeito da reestruturação no campo da saúde individual por meio de interações do paciente não somente com o médico, mas também com profissionais de diversas áreas do saber.
Há dentre estes, um conjunto que atua em hospitais e fazem parte da equipe de saúde e outros que se intitulam de várias maneiras e cujas atuações não são objeto de sistematizações disciplinares. Crer ou não crer, eis a questão!