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1574- Teoria e prática na beira do leito (Parte 7)

A beneficência dada pelo paciente, a não maleficência alertada pelo paciente, a integração beneficente/não maleficente sistematizada pelo livro, numa época em que o nome de autor na capa de livro de medicina era sinônimo de experiência digna de ser transmitida.

Currículos escolares visam proporcionar ensino legítimo, mas a falta de consenso sobre a superioridade de um deles como modelo de ensino da medicina faz supor que se continua com problemas no aprendizado. Currículos sofrem frequentes modificações. comumente sob a pergunta: O que seria melhor? O ensino (da teoria para a prática, a prática subordinada à teoria) ou o aprendizado (da prática para a teoria, a teoria subordinada à prática)? Há prós e contras a respeito de vantagens de ambas concepções pedagógicas.

Currículos, obviamente, são importantes, mas não são isentos de vieses acomodativos e de interpretações pessoais. Na visão da Bioética da Beira do leito nada supera a disposição e disponibilidade humana da aliança mestre, aluno e paciente como reais fontes de inspiração, exemplo e  aprendizado em medicina. Há alunos que se destacam, há professores de destaque e há pacientes  destacados para mesmo currículo.

A história do leigo, dedicado e habilidoso Vivien Theodore Thomas (1910-1985) e do cirurgião Alfred Blalock (1899-1964) desfaz dúvidas a este respeito. Verdades, observações incontestes, vantagens moralmente admissíveis devem admitir livres avaliações. A concessão fundamentada do notório saber – Thomas recebeu do John Hopkins o título de doutor honoris causa- é uma forma de contornar o rigor de regulamentos sem desrespeitar seus fundamentos. Teoria e prática.

O necessário na beira do leito é a realização de objetivos relacionados ao paciente, por isso,  a solidez da teoria das ciências da saúde é almejada para mais adequadamente qualificar a prática. A segurança pela teoria vem tanto de conclusões de pesquisas – que ensinam -, quanto de ajustes orientados pela prática – que se aprende.

Há a diretriz clínica e há o paciente, entre eles há o médico ser humano, há a ética, há a moral e há o legal. Bem como, não pode deixar de preservar a humildade que faz libertar de certas ilusões que se possa ter sobre a extensão e profundidade da capacidade profissional de si mesmo.

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