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1558- Maleficência por omissão e autonomia (Parte 1)

A Esfinge como símbolo psicossomático, se exteriorizada é um mal atuante que porta um enigma cuja decifração a contém e faz retornar ao interior do ser humano, onde pode ser mais facilmente enfrentada com sensatez sobre a própria saúde (Antes prevenir do que remediar).

Não fumar, nutrir-se saudável, combater o sedentarismo e obesidade, vacinar-se, reduzir o estresse são exemplos de comportamentos com chances de contenção de esfinges acumuladas desde o nascimento (genes, afecções congênitas) e que espreitam a vida de cada ser humano. Estas orientações de tomadas de decisão são conclusões de estudos científicos qualificados e difundidos à sociedade por profissionais da saúde competentes.

Cada cidadão(â) é livre para seguir ou não a ciência orientadora. Acatá-la na área da saúde além de ajudar a evitar o ameaçador deslocamento para “fora dos muros” da esfinge por beneficiar o controle da saúde pelo próprio interior, dá clareza ao nível de culpa sobre consequências a desacatos e à responsabilidade consigo, não somente  pelas escolhas frente às ideias do prazer do cigarro e do gostoso do alimento traiçoeiro, como também, pelas submissões às inércias da preguiça e da contraposição a imunizações.

O Homo sapiens convive com a instabilidade saúde-doença. Por isso, a Bioética da Beira do leito entende caber no contexto da atenção à saúde a metáfora da esfinge que associada à culpa e à responsabilidade facilita privilegiar os cuidados que preservam a saúde e necessidades de ser decifrada quando se exterioriza e se torna ameaça mórbida.

Como dito por Sun Tzu ((544 aC-496 aC), na guerra prepare-se para a paz, na paz, prepare-se para a guerra, perfeitamente aplicáveis a conceitos de prevenção e terapêutica que se valem de métodos que embora beneficentes carregam potencial maleficente (adversidades). Não agravar comorbidades no decorrer de uma atuação terapêutica é exemplo da pertinência da analogia.

Neste contexto, paz pode ser a denominação que o vencedor dá á derrota do vencido a fim de dar a impressão de algo definitivo, por exemplo, a vitória do antibiótico contra uma bactéria, uma nova infecção está sempre no radar.

A primeira frase do Código de Ética brasileiro vigente é: A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano. Por óbvio, o seu agente é o médico, profissional com certidão de nascimento expedida  há 26 séculos, ser humano que atua sobre a inquietação perpétua com a saúde dos demais seres humanos, idealizado por Hipócrates (460 aC- 370 aC) como alguém compromissado em fazer o bem e evitar fazer o mal. Bem e mal não são conceitos absolutos, nem foram quando pouco havia para beneficiar, muito menos agora com o robusto arsenal  de métodos beneficentes e, por isso, a beira do leito contemporânea convive com o legado por William Shakespeare (1564-1616): Nossas dúvidas são traidoras, nos fazem evitar tentar por temer perder o bem que podemos ganhar. Encaixa-se como uma luva no efeito bula.

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