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1547- Bioética um catalisador dos efeitos da inteligência benéfica (natural+artificial) (Parte 6)

Para a implementação da inteligência artificial na saúde que admite múltiplos desafios com destaque para confidencialidade, preservação da privacidade/intimidade, alfabetização digital, vulnerabilidade a ataques e vieses na aplicação de algoritmos é útil considerar o conjunto de princípios éticos, subdivididos em temas de pesquisa, ética e valores e de longo prazo propostos em Asilomar na Califórnia na segunda década do século XXI:

  • Questões de pesquisa

A1- Objetivo da pesquisa: A criação de uma inteligência benéfica.

A2- Financiamento de investigação: Garantidor da utilização benéfica que inclui questões complexas a respeito de ciência da computação, economia, direito, ética e estudos sociais, tais como: bom funcionamento, preservação dos propósitos das pessoas e segurança jurídica,

A3- Conexão Ciência-Política: Intercâmbio construtivo e saudável entre investigadores e decisores políticos.

A4- Cultura de Investigação: Promoção de cooperação, confiança e transparência entre investigadores e criadores.

A5- Evitação de desvios nos padrões de segurança motivados pela corrida acirrada pela concorrência

  • Questões de Ética e Valores

   B1- Segurança durante toda a vida operacional e de forma verificável.

  B2- Transparência de falhas a fim de constatar e determinar os porquês.

  B3- Transparência Judicial: Sistemas autônomos de tomadas de decisão devem fornecer explicações satisfatórias auditáveis por autoridades humanas competentes.

B4-  Responsabilidade: Projetistas e construtores têm responsabilidades morais relativas ao uso.

B5-   Alinhamento de valores: Objetivos e comportamentos devem estar alinhados com os valores humanos.

B6- Valores humanos: Compatibilidade com os ideias da dignidade humana, direitos, liberdades e diversidade cultural.

B7- Privacidade: As pessoas devem ter o direito de acder, gerir e controlar os dados gerados, dado o poder dos sistemas de inteligência artificial de os analisar e utilizar.

B8- Liberdade e privacidade: A aplicação não deve restringir injustamente a liberdade real ou percebida das pessoas.

B9- Benefício compartilhado: As tecnologias devem beneficiar e capacitar o maior número possível de pessoas.

B10- Prosperidade compartilhada: A prosperidade econômica gerada pela inteligência artificial deve ser amplamente partilhada para benefício de toda a humanidade.

B11- Controle humano: Os humanos devem escolher como delegar decisões aos sistemas de inteligência artificial a fim de cumprir os objetivos pretendidos.

B12- Não subversão: O poder concedido pelo controle dos sistemas altamente avançados deve respeitar e melhorar – não subverter – os processos sociais e cívicos dos quais depende a saúde da sociedade.

B13- Corrida armamentista em armas autômicas letais deve ser evitada com o uso de inteligência artificial.

  • Questões de longo prazo

C1-  Cuidado com as capacidades: Na ausência de consenso, devem ser evitadas suposições fortes sobre os limites máxmos das futuras capacidades da inteligência artificial.

C2- Importância: A inteligência artificial avançada pode representar profunda mudança na história da vida na Terra e deve ser planejada e gerida com cuidado e recursos proporcionais.

C3- Riscos: Os riscos adveindos pelo uso dos sistemas de inteligência artificial, especialmente os de natureza catastrófica ou existenciais, devem estar sujeitos  a esforços de planejamento e miyigação proporcionais às expectativas de impacto.

C4- Autoaperfeiçoamento recursivo: Os sistemas de inteligência artificial concebidos para se autoaperferçoarem ou se auto-replicarem  de maneira a determinar rápido aumento  da qualidade ou da quantidade devem estar sujeitos a medidas rigorosas de segurança e controle.

C5- Bem comum: A superinteligência só deve ser desenvolvida a serviço de ideais éticos amplamente partilhados e para benefício de toda a humanidade, e não de um Estado ou organização.

A Bioética, admitida sua influência não nomeada já na época de Hipócrates e nos muitos séculos subsequentes, requer uma atuação plena de plasticidade, utilidade na adaptação às transformações continuadas e  aceleradas.

As realidades da Saúde Digital necessitam da contribuição da Bioética. Na verdade, a participação crítica da Bioética é imperiosa na contemporaneidade dos avanços da era digital no ecossistema da beira do leito! Há uma rebeldia virtuosa na Bioética que tem origem hipocrática. Rompe muros do passado, constrói pontes para o futuro!

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