O clássico é a instalação tempo-dependente da inovação e, cada vez mais, o tempo qualitativo sobrepõe-se ao quantitativo. Quer seja efeito de descoberta, por acaso e/ou por perseguição, ou de invenção, decorrente da imaginação e/ou da combinação de saberes.
A Bioética tem compromisso com a mais adequada integração entre o clássico e a inovação, por isso, a utilidade da visão histórica/retrospectiva das interfaces entre a medicina, a ética, a moral e o legal, para o encaixe das novidades de maneira pró- beneficente/anti-maleficente e respeitadora do direito do paciente ao princípio da autonomia.
Há muitas vozes que devem ser expostas e ouvidas com liberdade. A tolerância tem o objetivo de evitar censuras repressivas prévias e a prudência o de evitar censuras recriminatórias subsequentes.
Cada desenvolvimento de interface entre clássico e inovação motiva distintos manejos da tolerância e da prudência. As calibragens oscilam entre o nível ideal da dupla e o de intolerância/imprudência. A Bioética ajuda a posicionar.
O ecossistema da beira do leito convive com introdução da saúde digital na aplicação da medicina, exigente da experiência in vivo para avaliar seus limites, o que requer a visão de utilidade da Bioética como disciplina fundamental para lidar de maneira construtiva com os desafios, dilemas e confrontos. Teoria é uma coisa, sustentada pela verdade da ciência que não obedece senão às evidências, a prática é outra coisa e que obedece a imprevistos e desconhecimentos.