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1470- Non nocere imortal (Parte 21)

Exemplos são o trevo doce que gerou a varfarina, a casca do salgueiro que deu o ácido acetil salicílico, o  fungo do gênero Penicillium que proporcionou a penicilina, a atropina que vem da Atropa belladonna, o curare que é alcaloide plantas e o Botox que é toxina do Clostridium botulinium. Como disse Aristóteles tudo na natureza tem utilidade.

As interligações de utilidade são cativantes, como a de uma árvore frutífera – a macieira- “ensinar” física a Isaac Newton (1643-1727) que buscava tão somente a sua sombra. Como sempre existe o avesso e que costuma reforçar o Non Nocere, é sempre bom ter em mente, neste contexto da natureza como fonte inspiradora que o monge Basil Valentine no século XV observou que porcos engordavam quando eram alimentados com um determinado composto. Ele, então, administrou para monges que estavam emagrecidos pela carência de comida à época. Todos morreram. Por isso o nome antimoine  (elemento químico de número atômico 51, sólido à temperatura ambiente) que originou antimônio (antimonge). Pelo avesso do avesso, o tártaro emético é Antimonium tartaricum.

Na tumba do poeta Louis Charles Alfred de Musset (1810-1857), epônimo do sinal da insuficiência aórtica, está escrito: O mal existe, mas nunca sem o bem, tal como a sombra existe, jamais sem a luz. Por isso, todos aqueles que têm alguma ligação com a medicina  devem se conduzir com o cinto de segurança permanentemente afivelado, nexos de turbulências são sequentes e nem sempre estão no radar.

Por outro lado, Isaac Asimov (1920-1992) nos disse que se o conhecimento pode gerar problema, não é a ignorância que irá solucioná-lo, o que somado a todo homem é culpado por todo bem que ele não fez dito por François-Marie Arouet, o Voltaire (1694-1778), são  razões suficientes para a Bioética sensível ao par ciência-humanismo posicionar-se com todas ventosas possíveis na espiral ascendente do progresso em relação aos cuidados com a saúde.

A Bioética da Beira do leito percebe que o conceito de humanismo aplicável na beira do leito inclui o Homo sapiens na condição de paciente como um indivíduo que apresenta suas queixas, sua dores, seus sofrimentos e suas doenças e é, por isso, o determinante do que deve acontecer, referência para a autoridade ética e a ser protegido do dano sob o manto dos direitos humanos.

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