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1469- Non nocere imortal (Parte 20)

O raciocínio clínico tradicional do médico baseado em ideias e experiências aplicável à terapêutica e à prevenção encaixa-se, portanto, a cogitações que algo a mais sobre o que estamos vendo é sempre possível. Como se sabe, é essencial trabalhar com a probabilidade pré-teste, o ajuste pós-teste e na sequência promover o refinamento da probabilidade no direcionamento da idealidade da certeza.

O fato em questão é que o gigantesco consumo de fármacos acaba em proporcionais intensidades e qualidades de excreções mais ou menos metabolizadas pelo corpo e em rotas de descartes “culturais” para a “mãe-natureza” via esgoto a partir de ralo, pia, vaso sanitário e via latas de lixo.

O acontecimento preocupante é a decorrente recepção e contaminação da água de superfície, água subterrânea e água potável que bebemos. Uma transformação de foco que se faz por si mesmo, o chamado princípio ativo prolongando sua atividade. Considerando um rio, a sua natural fonte cristalina dada pela mãe-natureza sofre interferência de humanas fontes farmacêuticas. Um efeito “póstumo” do sal farmacêutico como que um fantasma vagando pelas ondas da natureza.  A razão original desdobra-se.  O singular de um comprimido objeto da farmacoterapêutica torna-se um (des)propósito universal cuja grandeza ainda misteriosa necessita ser avaliada. A Bioética valoriza que perante qualquer tipo de crise definir o timing das providências, nem açodamentos, nem procrastinações, é evitar perda de tempo e perda de oportunidade.

A observação da representação imposta e desprotegida de fármacos na água articulada à terapêutica e à prevenção de doenças teve início há cerca de 50 anos e se intensificou há cerca de 30 anos. Os estudos – não muitos- colecionam uma diversificada polifarmácia – comprovados mais de 150 sais de medicamentos na água. Ademais, mais de 600 fármacos foram detectados no meio ambiente, inclusive com efeitos danosos em animais. Aviva interesse da Bioética!

Antoine-Laurent de Lavoisier (1788-1794) nos ensinou que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Uma adaptação é válida neste tema farmacêutico. A história da terapêutica inclui vários elementos da natureza que se tornaram medicamentos e que podem a a ela retornar após o uso – embora haja o sintético e a metabolização, uma concepção que exerce aspecto pedagógico de conscientização. A clareza que em medicina qualquer aspecto teórico ou prático é capaz de mudar, se desfazer ou gerar contradições.

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