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1458- Non nocere imortal (Parte 9)

A ideia advinda da fórmula química H2O que ligações pacíficas e ligações perigosas podem ser questão de simples de combinações facilita perceber que, se a ciência, por um lado revela o que é de fato, expõe o até então desconhecido, desdiz constructos inteligentes, por outro lado, motiva o juízo crítico sempre em plantão para controlar o “tudo saber de antemão”.

Ideias admissíveis de merecer atenção no campo da saúde e métodos validados em medicina devem ser mentalizados pelas possibilidades das combinações com a vida – em seu amplo sentido-, assim de modo análogo a uma gota d´água cuja (de)composição pode vir a se individualizar em inseguranças, além de admitir solutos com potencialidades mal conhecidas ou totalmente ignoradas. Ideias sobre modificações de genes e medicamentos proscritos após prescritos pela gravidade de adversidades ilustram. A constatação de eficiência para um objetivo não garante uma estabilidade predestinada. Exitar e hesitar são foneticamente muito próximos.

Desvendar quebras de segurança estimulado pela premissa que nada referente aos meandros da medicina deve ser a priori desprezado é trabalho de Sísifo com a pedra cada dia mais volumosa e pesada, jamais, todavia, motivo para desistência. Figurar um Sísifo-médico tendo oportunidade de participar dotado e inspirado do processo penoso de lidar com uma pedra concreção de adversidades é destaque importante para a Bioética porque representa um fardo da missão da medicina. O Art. 1º do Código de Ética Médica vigente reza: É vedado ao médico causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência, com o intuito de evitar que o próprio médico torne-se parte da pedra.     

O caput É vedado de certa forma imbrica com o sentido auto limitador do narcisismo benigno pela sujeição do médico a uma heteronomia de classe legitimada pela inquietude com realidades de prejuízos causados por deslizes de autonomia do médico na arte (da probabilidade) de aplicar ciência (da incerteza).

A salvaguarda/advertência a respeito do dever com a perícia zelo e prudência justifica-se para que a realização da medicina não se mostre em inferioridade ao Princípio fundamental II: O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional. Muito embora seja na faculdade onde o até então leigo adquire perspectivas básicas de ser médico, é na beira do leito onde o exercício efetivo do presente sob sua responsabilidade – cada batida do carimbo com número do CRM-  reflete o passado universitário (Graduação + Residência Médica) para desenvolver o estar/ficar médico não mais sob o abrigo da formação.

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