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1405- Dominação, Bioética e passageiro do ônibus de Clapham (Parte 6)

A Bioética da Beira do leito entende que sabedoria ética útil no ecossistema da beira do leito é a capacidade de compreender quando e como cada tipo de abordagem ética é mais oportuna nas circunstâncias. Idealmente, tendo em mente a observação de Titus Maccius Plautus ((254 aC-184 aC): Ninguém é bastante sábio por si só.

A medicina validada e disponível provê meios – métodos diagnósticos, terapêuticos, preventivos- na dualidade saúde-doença, postos em prática pelo médico sob intenção majoritariamente beneficente/não maleficente e influentes na qualidade de vida e na sobrevida da população.

O paciente, por sua vez, almeja resultados da ordem de benefícios e não malefícios. Num aspecto dito temporal da conexão médico-paciente que decorre entre a preferência de foco no potencial dos métodos pelo médico alinhado ao estado da arte e o predominante foco no resultado dos métodos pelo paciente, no mínimo 10 anos separam a captura pelo médico de um desejável potencial de atendimento beneficente/não maleficente e o que o paciente de fato almeja. É período de tempo bastante para esquecimentos/substituições do pré-universitário pelo pertencimento ao mundo da medicina.

Na beira do leito, há o ideal, há o possível e há o que acontece. Probabilidades e estatísticas se enroscam e aconselham a comunicação sobre prognóstico. Cada caso desenvolve suas narrativas de expectativas e realizações que, exigentes de documentada no prontuário do paciente, correspondem ao que realmente impacta no bem estar físico e espiritual e na preservação da vida.

O médico faz a ponte entre medicina e paciente objetivando, essencialmente e de modo integrado, recuperar órgão doente, preservar órgão saudável e não agravar comorbidades. Assim caminham os atendimentos segundo disposição universal com peculiaridades regionais, continuadamente justificando a retirada da medicina da opinião dos deuses por Hipócrates (460 aC- 370 aC) e execução humana e científica, que, embora dia a dia se torna dependente de alta tecnologia, não dispensa a contribuição clínica tradicional da baixa tecnologia do termômetro clínico (inventado em 1602 por Galileo di Vincenzo Bonaulti de Galilei (1564-1642), estetoscópio (inventado em 1816 por René-Théophile-Hyacinthe Laennec (1781-1826) e esfigmomanômetro (inventado em 1896 por Scipione Riva-Rocci (1863-1937).

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