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1403- Dominação, Bioética e passageiro do ônibus de Clapham (Parte 4)

Em tempos de medicina baseada em evidências, o médico precisa fortalecer a personalidade, coragem moral, inclusive, para posicionar-se criticamente em certas situações onde lhe falam alto os “calos” da experiência na beira do leito, ou seja, ter a clareza que lhe não cabe uma simbolização de boneco de ventríloquo (diretriz clinica).

Por ser um aplicador de ciência e técnica, o médico está moralmente instado a aperfeiçoar/reformular constantemente sua competência profissional, o que motiva a medicina admitir analogia ao rio caudaloso. A fluência “natural” só persiste porque se abastece de água renovada desde um local chamado fonte, inclui cooperação como bacia e garante espaço para a contenção do volume de água doce pelo universal destino de deságue no mar de água salgada.

Há várias formas de interpretar o médico-medicina e uma delas, ao gosto da Bioética, reporta-se ao clima do pertencimento referido ao termo leito (beira do leito-leito do rio). Resumido no Princípio ético fundamental O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, atende pelo nome de estado de ânimo, imprescindível fonte de movimento.

Sinto satisfação, Estou  esperançoso, Sinto-me interessado, Sinto uma obrigação são estados de ânimo essenciais para a qualidade da conexão médico-paciente pois expressam a afetividade com que o médico pensa, sente e manifesta medicina. Por isso, o valor do curso dos estados afetivos permanentemente testado pela rotina. Os estados de ânimo são mais duradouros do que as emoções em si e sob influência integrada pelo interior e pelo exterior do médico ao longo da carreira. A depressão profissional é desastrosa na beira do leito porque implode a ponte intercessora e constrói um muro entre medicina e paciente.

No ecossistema da beira do leito, médico e paciente – profissionalismo e condição de leigo em torno da medicina – são representantes de duas comunidades com experiências organizadas que precisam dialogar sob influência do sistema de saúde e cada vez mais em ambientes de instituição de saúde para se compreenderem e interagirem. Um fio condutor do relacionamento é o dito por Montesquieu (Charles-Louis de Secondat, 1689-1755): Descubra a semelhança das coisas diferentes e as diferenças das coisas semelhantes. Nossos colegas antigos já sabiam, pois criaram o conceito de síndrome e e a visão de existem doentes, não doenças.

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