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1373- Uma questão de tempo (Parte 3)

Bioamigo, a base de tudo isso acontecido por séculos é a inteligência humana, que precisamos, atualmente, adjetivar como natural. Na verdade, a inteligência sobre a qual Hipócrates apostou que era capaz de dar desenvolvimento à medicina a partir do que ele imaginou e de que podemos ter uma noção pelo conteúdo do seu Juramento.

A Bioética da Beira do leito percepciona que a inteligência natural tem um sentido de propriedade intelectual a respeito do próprio lidar com o conhecimento universal no ecossistema da beira do leito, vale dizer sobre o modo de se exercer o profissionalismo. É fato que associa intimamente a inteligência natural na medicina ao dito por Aristóteles (384aC-322aC): É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer, e que atualmente tem forte ponto de referência na Residência Médica.

Como corolário, reforça-se o papel dos hospitais de ensino no estímulo ao máximo de aproveitamento da inteligência de cada médico como promotor do seu acervo de propriedade intelectual sintetizável como o (melhor) profissionalismo que pratica… e que a sociedade espera.  É conjuntura que guarda um potencial de espiral ascendente de bons retornos quando o médico se conscientiza que a promoção é favorecida por superar limites da imanência pela disposição a transcendências. Neste contexto, a Bioética ajuda no respeito aos balizamentos éticos, morais e legais que reforçam que médico e paciente são seres humanos, portanto, gregários, convivendo e interagindo, habitualmente com complexidades e cujos desdobramentos requerem   a tríade intelectual Pensamento/emoção/atuação.

Na década de 1980, o médico brasileiro dispunha do livro Atualização Terapêutica, reeditado com frequência, referência onde as condutas validadas pelos autores de capítulos, especialistas, tinham alto crédito. Surgiu, então, a medicina baseada em evidências e as sociedades de especialidade passaram a fazer as recomendações por meio das diretrizes clínicas, inicialmente denominadas de consensos.

Desde aí e com a ajuda da internet, ficou mais fácil e mais rápido obter o conhecimento tecnocientífico organizado, validado, eticamente aceito. As tabelas das diretrizes clínicas tiveram o dom – questionável- de permitir a prescrição de condutas com menos necessidade de aprofundamento sobre as bases etiopatogênicas, fisiopatológicas e farmacocinéticas. E mais, acentuaram o raciocínio clínico algorítmico, tipo vapt-vupt e sensação de vantajosa eficácia.

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