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PUBLICAÇÕES DESDE 2014

1313- Ética não se define, pratica-se (Parte 1)

É mandatório! Ao contrário dos efeitos positivos do silêncio em certas ocasiões, no ecossistema da beira do leito, médico e paciente absterem-se de falar e ouvir constitui remoção de fator essencial no exercício da medicina.

O estímulo à comunicação desde o paciente é preocupação deontológica no Brasil desde a pioneira adoção do Código de moral médica em 1929: <em>Os enfermos, qualquer que seja o seu sexo, comunicarão ao médico com toda precisão e clareza as causas a que atribuem o padecimento para o qual solicitam os auxílios da arte. A reserva em casos tais, é sempre prejudicial</em>, inserido no Capítulo 12: Preceitos que se recomendam ao publico seguir em beneficio dos enfermos e da harmonia.

Chacrinha (José Abelardo Barbosa de Medeiros, 1917-1988) talvez tenha tido um componente inspiratório no seu desejo de ser médico- frequentou dois anos da Faculdade de medicina no Recife- quando forjou <em>Quem não se comunica, se trumbica!, </em>uma contribuição-alerta do Velho Guerreiro imprescindível na beira do leito contemporânea.

A aplicação da tecnociência pelo médico por mais volumosa que ocorra é, invariavelmente, impregnada de espaços  que precisam ser preenchidos pelo paciente em verdadeira coprodução, sendo a palavra importante suprimento.

Qualquer intenção de por em prática um olhar ciclópico idealizado, qual uma câmera fotográfica, sintetizador da conexão médico-paciente, costuma colidir com a amplidão dos efeitos humanos pelo uso/não uso/abuso dos métodos.

É essencial, falar e ouvir, ouvir-se falar (para não dominar indevidamente o diálogo) e ouvir-se ouvir (para evitar desatenção), pois atitudes por mais que se assemelhem têm alguma peculiaridade que as fazem únicas como DNA e impressão digital.

A inquietação atual a respeito de uma boa inserção dialógica do paciente motiva projetos de orientação e treinamento do paciente para melhor desempenho no papel de paciente-parceiro.

Aliás, a acessibilidade proporcionada pelos aplicativos de mensagem trouxe ampliação do período de tempo de efetiva troca de palavras entre médico e paciente em relação ao clássico tão somente presencial, vale dizer, um efeito de treino. Novos tempos, novos comportamentos, novas percepções sobre responsabilidade.

Bioamigo, será que a razão, o bom senso e o equilíbrio bastam  na comunicação médico-paciente? O que significa o frequente conselho que ponderação é vantajosa? Quanto contribui a aplicação da Bioética dita principialista? Consentimento na beira do leito é análogo ao observado no aspecto da autonomia para assédios, Sim é Sim (Visão de beneficência >) e Não é Não (beneficência recusada ou maleficência >)?

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