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1288- Em detrimento de. Privilégio e Bioética (Parte 12)

A Bioética da Beira do leito enfatiza que pensar em privilégio é passível de combinar com conquista meritória, ou seja, justifica-se sustentado por mérito do médico(a) em adquirir competências que qualificam um formato de inserção na sociedade com as diferenciações previstas, autorizadas e esperadas. Ilustra-se com o Princípio fundamental V do Código de Ética Médica: Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente e da sociedade. Oportunidade, responsabilidade e privilégio em meio a riscos e incertezas, a combinações de rigor científico, abertura para o imprevisível, demandas por tolerância, exigências de mentalidade alargada para ajustes específicos.

Assim, médico(a) possui o privilégio oportuno e responsável de conduzir diagnósticos, terapêuticas e prevenções na área da saúde, ser o nome profissional sob cuja responsabilidade um paciente é internado, assinar alta hospitalar e atestar óbito. Enfatize-se, a oficialização da morte exige um médico(a) responder perguntas sobre o óbito num documento que no Brasil foi introduzido por Oscar Freire de Carvalho (1882-1923), até então era utilizado o próprio receituário médico, objetivando mais bem organizar dados nacionais.

A Bioética da Beira do leito chama a atenção para um paradoxo. A experiência pessoal traz diferenciação de competência, é um ativo, e, ao mesmo tempo, há um passivo, pois ela gera perspectivas que podem não ser exatamente representativas das experiências ou interesses de outros. Os subentendidos contraditórios são matéria-prima para aplicação ou entendimento de privilégio.

Considerando o Pentágono da Beira do leito, vantagens competitivas do médico ou da equipe obtidas na prestação de serviço podem restringir-se ao domínio da triangulação medicina, médico e paciente/familiar, entretanto, com frequência envolvem instituição de saúde e sistema de saúde em função da necessidade de recursos materiais, humanos, financeiros e administrativos. Ao todo são 25 combinações (duas a duas, três a três, quatro a quatro ou todas as cinco) que atraem possibilidades de maior interesse (fonte de privilégio) a reboque de resultados superiores, empatia na inter-relação pessoal e  aspectos de demanda. Por isso, a visão de privilégio admite calibragens polêmicas.   

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