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1120- Decisão Compartilhada (Parte 5)

A cooperação da Bioética da Beira do leito  para a a educação, o treinamento e a aplicação da Decisão Compartilhada inclui 12 componentes estratégicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Princípio da Beneficência requer uma preocupação semântica sobre o significado de utilidade e útil. É essencial a compreensão que a recomendação médica representa a potencialidade da beneficência como atestado pelas evidências científicas e pela experiência profissional de fato vivenciada, ou seja utilidade validada. Já o termo útil aplica-se à individualidade da efetiva realização do benefício cogitado.

Pra efeito de educação e treinamento é vantajosa a consideração da metáfora do sal (cloreto de sódio). O sal tem o poder de se dissolver na água e representa o método tecnocientífico. A água tem o poder de dissolver o sal e representa o paciente. Estabelece-se, assim, uma disposição recíproca a ser aplicada a uma intenção de benefício.

Acontece que quando falamos em água, habitualmente subentendemos a líquida, contudo existem os demais estados como gelo e vapor d’água  – individualidades do paciente- que alteram a reciprocidade ao sal – o método persiste com suas propriedades mas desaparece a reciprocidade. Ademais, uma saturação impede o prosseguimento da dissolução, figurando um limite entre dose terapêutica e dose tóxica de um fármaco.

O princípio da Não Maleficência indica que todos os métodos aplicáveis em ciências da saúde têm o potencial de provocar adversidades., ou seja, inexiste iatrogenia zero. Muito se dá em função de individualidades do paciente como alergia ou pelas próprias propriedades do aplicado como o efeito renal de contraste iodado. A preocupação com o princípio da Não Maleficência pelo profissional da saúde implica na segurança biológica do paciente.

No intuito da educação e do treinamento em Decisão Compartilhada, é vantajosa a consideração da metáfora do bastão. O comprimido redondinho, por exemplo, deve ser mentalizado como um bastão de madeira, com uma extremidade beneficente  uma extremidade maleficente. Se desejarmos eliminar a extremidade maleficente, surgirá outra extremidade maleficente. Se prosseguirmos na tentativa de eliminar as sucessivas extremidades maleficentes que se formarão, chegaremos na extremidade beneficente e, assim eliminaremos o potencial de beneficência. Em outras palavras, podemos até eliminar maleficências, mas torna-se inevitável ter de  nos conformar com a possibilidade se quisermos obter benefícios.

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