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1057- Obviedades não podem deixar de ser ditas (Parte 2)

Na condução da estratégia visando à tomada de decisão, conhecido inicialmente o potencialmente benéfico, é de se supor um ainda desconhecimento do potencial individualizado de adversidades em consonância com a possibilidade de danos que qualquer método na área da saúde carrega. Assim, é incitante correlacionar que a queda da maçã de uma macieira – no sentido da naturalidade tecnocientífica para a conduta- admite a pedagogia que pode se tornar traumática ao cair na cabeça de alguém e comprometer o estar pronta para dela este alguém se alimentar.

Neste aspecto do maleficente contrapondo-se ao beneficente, o fio condutor do princípio da não maleficência auxilia nas eventuais descobertas com nítido respeito à prudência. É consideração que liga a maçã – nosso protagonista- à precisão técnica de Guilherme Tell, o lendário herói do século XIV. E aproveitando o cabedal didático da maçã, vale lembrar que o episódio bíblico a ela relacionado no Paraíso representa a aurora da consciência moral, o que estimulado pelo que podemos aprender com Rollo May (1909-1994) em A Coragem de Criar, representa o nascimento dos fundamentos humanos do bom profissionalismo na saúde na beira do leito. Uma analogia a respeito da convivência da responsabilidade profissional com a perda da inocência – maturidade profissional-, vale dizer com momentos sucessivos de ansiedade (pelo futuro) e de sentimentos de culpa (pelo passado), o que tem o dom de  estimular a curiosidade e a criatividade.

Bioamigo, a relação risco-benefício equacionada e a conduta aplicável manifesta necessita que a visão do ser humano saia do desconhecimento pelo profissional da saúde. O comportamento a ser conhecido- resumidamente um Sim ou um Não – pode já estar aprioristicamente delineado na mente do paciente ou pode desenhar-se tão somente após o processamento mental dos benefícios e malefícios face aos esclarecimentos pelo profissional da saúde.

Bioamigo, o dito acima pode ser interpretado como uma obviedade, mas é bom  lembrar que o aprendizado costuma fazer esquecer rápido que não sabíamos até o ensinamento. Por isso, assim como houve necessidade de um cientista como Sir Isaac Newton (1643-1927) revelar a obviedade do óbvio (assim interpretável após conhecermos), é útil a inspiração na Bioética – beneficência/não maleficência/autonomia- para organizar a forma ética de condução terapêutica na beira do leito contemporânea.cl11obvio1obvio

O antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) disse que quando enxergamos algo como uma obviedade, a seguir nos depararemos com situações mais óbvias ainda. Neste contexto, a Bioética da Beira do leito entende capital exercitar na beira do leito a distinção entre obviedade e simplicidade.

Para tal vale solicitar ao bioamigo pensar sobre a ilusão verdadeira, o oximoro do deslocamento do sol desde o leste para o oeste aos nossos olhos e que continuamos percebendo como tal, mesmo reconhecendo a verdade do heliocentrismo descoberto por Nicolau Copérnico (1473-1543) há cinco séculos. sol11

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