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	Comentários sobre: 92-Parabéns às mulheres e às médicas em especial no seu Dia Internacional	</title>
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	<description>Aplicação da Bioética na beira do leito para profissionais da saúde</description>
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		Por: Nadir Eunice Valverde Barbato de Prates		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nadir Eunice Valverde Barbato de Prates]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 15:52:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço a bela homenagem do Blog Bioamigo por ocasião do Dia Internacional da Mulher em nome da médica brasileira. Venho batalhando desde o ano de minha formatura em 1974, participando de agremiações associativas em prol da Médica em nível nacional e internacional. Tais associações, como a Associação Brasileira de Médicas (ABM), Aliança Panamericana de Médicas(PAMWA) e a &quot;Medical Women&#039;s International Association&quot; (MWIA), esta última com assento permanente nas Nações Unidas(ONU). Todas estas associações norteiam seu trabalho lutando contra o preconceito à Médica, pelo empoderamento das mulheres, por ações que minimizem a violência contra a mulher e a criança e ainda principalmente pela melhoria da saúde da mulher e da criança, salientando as diferenças e particularidades de gênero nas diversas patologias. Acredito que houve muitas melhorias  desde então. Como bem mostra o Dr Max Grimberg neste excelente artigo, houve um aumento considerável de médicas nestes últimos 40 anos, sendo que médicas jovens com menos de 29 anos superam atualmente o número de médicos formados, mostrando  uma tendência clara à feminilização da Medicina. Eu vou um pouco mais longe ao ver o aumento consideravel do número de médicas em especialidades consideradas exclusivas do sexo masculino, como as diversas especialidades em Cirurgia. Entre estas estão a  cirurgia plástica, cirurgia cardíaca, cirurgia pediátrica e ortopedia, com aumento também de especialistas em cirurgia de mão. Os tempos são bem diferentes da época  da minha formatura na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, época na qual apenas duas médicas optamos pela Residência em Cirurgia Geral. Época onde não havia banheiros separados no Pronto Socorro do Hospital das Clínicas, devendo compartilhá-los com nossos colegas médicos, época onde não havia dormitório feminino no 9o. andar do prédio central, na clínica cirúrgica e no prédio da ortopedia. Esses tempos passaram. Podemos agora afirmar com orgulho que as conquistas foram de todas nós e que só com muito trabalho e dedicação respeitando os princípios da ética e da bioética podemos valorizar a condição da médica. Muitas de nós nos tornamos Professoras de Medicina e educamos uma nova geração de médicos e médicas que apreenderam a valorizar profissionais de ambos os sexos. É uma satisfação imensa sentir a admiração e carinho de nossas alunas e alunos e assistir ao seu crescimento na prática Médica. Finalizo com uma frase de Simone de Beauvoir, de 1972. Não existem qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos. Não se trata de nos afirmarmos como mulheres, mas de nos tornarmos  seres humanos em sua integridade. Parabéns às Médicas e Feliz semana Internacional da Mulher!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço a bela homenagem do Blog Bioamigo por ocasião do Dia Internacional da Mulher em nome da médica brasileira. Venho batalhando desde o ano de minha formatura em 1974, participando de agremiações associativas em prol da Médica em nível nacional e internacional. Tais associações, como a Associação Brasileira de Médicas (ABM), Aliança Panamericana de Médicas(PAMWA) e a &#8220;Medical Women&#8217;s International Association&#8221; (MWIA), esta última com assento permanente nas Nações Unidas(ONU). Todas estas associações norteiam seu trabalho lutando contra o preconceito à Médica, pelo empoderamento das mulheres, por ações que minimizem a violência contra a mulher e a criança e ainda principalmente pela melhoria da saúde da mulher e da criança, salientando as diferenças e particularidades de gênero nas diversas patologias. Acredito que houve muitas melhorias  desde então. Como bem mostra o Dr Max Grimberg neste excelente artigo, houve um aumento considerável de médicas nestes últimos 40 anos, sendo que médicas jovens com menos de 29 anos superam atualmente o número de médicos formados, mostrando  uma tendência clara à feminilização da Medicina. Eu vou um pouco mais longe ao ver o aumento consideravel do número de médicas em especialidades consideradas exclusivas do sexo masculino, como as diversas especialidades em Cirurgia. Entre estas estão a  cirurgia plástica, cirurgia cardíaca, cirurgia pediátrica e ortopedia, com aumento também de especialistas em cirurgia de mão. Os tempos são bem diferentes da época  da minha formatura na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, época na qual apenas duas médicas optamos pela Residência em Cirurgia Geral. Época onde não havia banheiros separados no Pronto Socorro do Hospital das Clínicas, devendo compartilhá-los com nossos colegas médicos, época onde não havia dormitório feminino no 9o. andar do prédio central, na clínica cirúrgica e no prédio da ortopedia. Esses tempos passaram. Podemos agora afirmar com orgulho que as conquistas foram de todas nós e que só com muito trabalho e dedicação respeitando os princípios da ética e da bioética podemos valorizar a condição da médica. Muitas de nós nos tornamos Professoras de Medicina e educamos uma nova geração de médicos e médicas que apreenderam a valorizar profissionais de ambos os sexos. É uma satisfação imensa sentir a admiração e carinho de nossas alunas e alunos e assistir ao seu crescimento na prática Médica. Finalizo com uma frase de Simone de Beauvoir, de 1972. Não existem qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos. Não se trata de nos afirmarmos como mulheres, mas de nos tornarmos  seres humanos em sua integridade. Parabéns às Médicas e Feliz semana Internacional da Mulher!</p>
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