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	Comentários sobre: Enquete 89: Você aceitaria ser examinado por um grupo de estudantes de Medicina?	</title>
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	<description>Aplicação da Bioética na beira do leito para profissionais da saúde</description>
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		Por: Carlos Alberto Pessoa Rosa		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Alberto Pessoa Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2015 23:28:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É uma situação que quando estudante, eu e meus colegas de grupo, os falecidos Barradas, Guilherme e Gastão, mais os sobreviventes, eu e o Nelo, colocamos para o preceptor de ginecologia e obstetrícia. Propomos conversar com a paciente, obter seu consentimento, e, mesmo assim, apenas um aluno a examinava junto do preceptor. Éramos jovens avançados eticamente e não sabíamos, para nós era uma questão de respeito humano.
O fato de ser um hospital-escola não dá o direito aos profissionais de invadirem a intimidade do Outro sem seu consentimento, independentemente da especialidade. Colocamos um caso no livro vivido em ambulatório, a paciente trabalhava no prédio onde os alunos moravam, o que piora em muito a questão.
Em enfermaria, quando o paciente sente-se respeitado, dificilmente ele cria alguma dificuldade quanto ao ensino. Comigo aconteceu algo interessante, acompanhava uma paciente no terceiro-ano em trabalho do curso de medicina social e psicologia médica (naquela época tínhamos um leito fixo que visitávamos semanalmente desde o primeiro ano, levantávamos as questões de habitação, alimentação, aspectos psicológicos etc). Na prova de propedêutica, a paciente  que acompanhava nesse curso, cochichou para mim seu diagnóstico: era uma insuficiência aórtica. Quando os pacientes se sentem acolhidos, percebem seu interesse, dificilmente ocorrem problemas dessa ordem. O problema é que cada vez mais percebe-se um distanciamento do humano nas relações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma situação que quando estudante, eu e meus colegas de grupo, os falecidos Barradas, Guilherme e Gastão, mais os sobreviventes, eu e o Nelo, colocamos para o preceptor de ginecologia e obstetrícia. Propomos conversar com a paciente, obter seu consentimento, e, mesmo assim, apenas um aluno a examinava junto do preceptor. Éramos jovens avançados eticamente e não sabíamos, para nós era uma questão de respeito humano.<br />
O fato de ser um hospital-escola não dá o direito aos profissionais de invadirem a intimidade do Outro sem seu consentimento, independentemente da especialidade. Colocamos um caso no livro vivido em ambulatório, a paciente trabalhava no prédio onde os alunos moravam, o que piora em muito a questão.<br />
Em enfermaria, quando o paciente sente-se respeitado, dificilmente ele cria alguma dificuldade quanto ao ensino. Comigo aconteceu algo interessante, acompanhava uma paciente no terceiro-ano em trabalho do curso de medicina social e psicologia médica (naquela época tínhamos um leito fixo que visitávamos semanalmente desde o primeiro ano, levantávamos as questões de habitação, alimentação, aspectos psicológicos etc). Na prova de propedêutica, a paciente  que acompanhava nesse curso, cochichou para mim seu diagnóstico: era uma insuficiência aórtica. Quando os pacientes se sentem acolhidos, percebem seu interesse, dificilmente ocorrem problemas dessa ordem. O problema é que cada vez mais percebe-se um distanciamento do humano nas relações.</p>
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