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	Comentários sobre: Enquete 10: Você atenderia?	</title>
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	<description>Aplicação da Bioética na beira do leito para profissionais da saúde</description>
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		Por: Carlos Alberto Pessoa Rosa		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Alberto Pessoa Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2014 16:13:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Salvo engano, é o adolescente quem deve decidir se sua consulta será acompanhado por alguém ou não. Se veio sozinho, eu atenderia.
Mas vou colocar uma questão mais complexa ocorrida com um usuário com cardiopatia congênita complexa, adolescente, antes da existência do estatuto, início dos 80, que enviei para o Professor Zerbini. Ele já havia perdido uma irmã pela decisão dos pais de não aceitarem que ela fosse submetida à cirurgia pelo mesmo problema. O professor me ligou pedindo informação sobre a família, que o garoto havia lhe dito que se fosse pedir autorização de seus pais, ele seria o próximo a morrer, eu confirmei que a informação era correta. Lembro-me até hoje a fala final do Zerbini: vou correr o risco com a família e com a justiça, esse menino tem direito a viver. O jovem foi operado, hoje é professor, com doutorado e tudo. Ser médico, muitas vezes nos coloca diante de tais dilemas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salvo engano, é o adolescente quem deve decidir se sua consulta será acompanhado por alguém ou não. Se veio sozinho, eu atenderia.<br />
Mas vou colocar uma questão mais complexa ocorrida com um usuário com cardiopatia congênita complexa, adolescente, antes da existência do estatuto, início dos 80, que enviei para o Professor Zerbini. Ele já havia perdido uma irmã pela decisão dos pais de não aceitarem que ela fosse submetida à cirurgia pelo mesmo problema. O professor me ligou pedindo informação sobre a família, que o garoto havia lhe dito que se fosse pedir autorização de seus pais, ele seria o próximo a morrer, eu confirmei que a informação era correta. Lembro-me até hoje a fala final do Zerbini: vou correr o risco com a família e com a justiça, esse menino tem direito a viver. O jovem foi operado, hoje é professor, com doutorado e tudo. Ser médico, muitas vezes nos coloca diante de tais dilemas.</p>
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