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	<title>Bioética &#8211; Bioamigo</title>
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	<description>Aplicação da Bioética na beira do leito para profissionais da saúde</description>
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	<title>Bioética &#8211; Bioamigo</title>
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		<title>1824 &#8211; Realidade, memória e imaginação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 10:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[Nível de gravidade de uma situação clínica é termo aplicável desde sempre na medicina e que admite zonas fronteiriças cinzentas. A avaliação da gradação compreende a interação entre diagnóstico, potencialidade terapêutica e preventiva e prognóstico. Atualmente, a evolução de paciente classificável como grave é influenciada por uma combinação de fatores bióticos e abióticos que inclui [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nível de gravidade de uma situação clínica é termo aplicável desde sempre na medicina e que admite zonas fronteiriças cinzentas. A avaliação da gradação compreende a interação entre diagnóstico, potencialidade terapêutica e preventiva e prognóstico.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, a evolução de paciente classificável como grave é influenciada por uma combinação de fatores bióticos e abióticos que inclui a doença em si e comorbidades, a atuação experiente dos profissionais da saúde em tomadas de decisão primárias e evolutivas e a vigilância qualificada sobre as condutas em função de ajustes individualizados e a infraestrutura disponível associada a liberação de recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estratégia eficiente perante níveis altos de gravidade é a equipe profissional lidar permanentemente com níveis simultâneos de realidade.  Significa integrar mentalmente presente, passado e futuro. Abstração de imagens que coexistem. Fazer com que o tempo do raciocínio clínico contenha não somente o presente que mostra a necessidade como também uma linha do tempo que parte de um passado memorizado e se dirige para um futuro projetado em sua função.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante uma realidade clínica, a aplicação da memória profissional recorda as vivências do passado aplicáveis e seus desdobramentos beneficentes e maleficentes conhecidos e as utiliza como imaginação de como poderão tornar o futuro evolutivo. De maneira simples, a experiência de fato vivenciada e crítica e plena de competência (conhecimento, habilidade e atitude). Ante o paciente dispneico, pensa &#8211; se nele eupneico pela repetição do que deu certo em casos semelhantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma orientação de diretriz clínica com forte nível de recomendação e alta probabilidade de certeza da evidência é a aplicação no presente de um passado de pesquisa concluído com superioridade com alta esperança de futuras reproduções assistenciais do sucesso obtido.</p>
<p style="text-align: justify;">Na formação atual do médico, a Residência Médica é o período pedagógico que mais sustenta a conscientização deste planejamento com supervisão pelos mais experientes de erros e acertos na sala de aula chamada de beira do leito onde um livro orientador é permanentemente reescrito a lápis e borracha, ou seja, o paciente de hoje é o texto para amanhã, sempre em reafirmação e evolução.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>1823- Transtorno do Espectro Autista e Bioética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 12:10:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[                                                                         Abram Topczewski                                                                                                                                Neuropediatra do Hospital Albert Einstein  Membro da Comissão de Bioética do Hospital Albert Einstein  Membro do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">                                             </span></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto"><span style="font-size: 14pt;">                          Abram Topczewski     </span>                                                                                                                         </span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">Neuropediatra do Hospital Albert Einstein</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">Membro da Comissão de Bioética do Hospital Albert Einstein</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">Membro do centro de bioética Dr. Guido Faiwichow do Hospital Albert Einstein</span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: right;"><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">A TODOS DEVEMOS DEDICAR A NOSSA ATENÇÃO </span></b></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">      MAS AOS QUE  NECESSITAM HÁ QUE SE DAR UM POUCO MAIS</span></b></p>
<p style="text-align: right;"><b><span data-contrast="auto">      </span></b><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A prevalência do  transtorno do espectro autista (TEA) é calculada, atualmente em cerca de  2% da população. No Brasil estima-se haver em torno de 4 milhões de pessoas com TEA e em São Paulo  400.000. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Sabe-se que 20% dos indivíduos com TEA são autônomos, 30% são parcialmente dependentes e 50% fortemente dependentes. O TEA é um quadro multicolorido manifesto com comprometimento comportamental, da comunicação e do relacionamento social.   Portanto a observação sob a óptica da Bioética se torna pertinente.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A Bioética  aborda questões estruturais do ser humano, para isso considera a existência de fatores éticos, fatores biológicos e fatores ambientais que visam a qualidade de vida, a saúde o bem estar do  ser humano.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Seguindo-se pelos ditames do principialismo, segundo Beauchamp e Childress  a Bioética compreende quatro vertentes: beneficência, autonomia, não maleficência e justiça.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">No tocante à </span><b><span data-contrast="auto">beneficência</span></b><span data-contrast="auto">, no caso dos pacientes com TEA, há que se valorar as questões relacionadas ao desenvolvimento físico, psicológico, fonológico, fisioterápico, educativo, social, cultural, moral e espiritual. Para tanto, vários profissionais envolvem-se na habilitação destes pacientes, que deve se iniciar na infância e o mais precoce possível. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Desenvolvimento </span><b><span data-contrast="auto">Fisico</span></b><span data-contrast="auto">: nutrição que é um fator importante a se considerar, pois sabe-se que muitos pacientes com o TEA apresentam seletividade alimentar, são resistentes a novos alimentos que lhe são oferecidos. Nem sempre é possível manter uma dieta balanceada o que, por vezes, ocasiona um quadro de desnutrição ou obesidade.  As atividades esportivas coletivas ou individuais são bastante relevantes para o desenvolvimento físico, para melhoria da coordenação motora, para aliviar as tensões, controlar os movimentos estereotipados, a ansiedade além de serem úteis para o relacionamento social</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Psicológico</span></b><span data-contrast="auto">:  a terapia psicológica, terapia comportamental  individual ou em grupo visa o desenvolvimento harmonioso, sustentável e feliz.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Terapia fonológica</span></b><span data-contrast="auto">; a defasagem na aquisição e desenvolvimento da fala é um dos primeiros sinais do TEA. A comunicação, seja ela verbal,  não verbal ou suplementar alternativa, é um fator de extrema relevância para a integração social do indivíduo.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Fisioterapia</span></b><span data-contrast="auto"> é recomenda quando existem deficiências físicas, consequentes a lesões limitantes. A</span><b><span data-contrast="auto"> terapia ocupacional </span></b><span data-contrast="auto">é recomendada para  orientação das atividades cotidianas ( vestir-se, escovar dentes, lavar-se), tratamento esse importante para  melhoria da percepção, da cognição e das questões afetivas.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><b><span data-contrast="auto">Educacional</span></b><span data-contrast="auto">: há que se ter escolas inclusivas, com  atendimento pedagógico diferenciado e  adaptado às condições individuais do indivíduo. A disponibilidade de escolas inclusivas e´ pífia, além de carecer de profissionais capacitados para lidar com essas pessoas.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">As questões </span><b><span data-contrast="auto">Sociais </span></b><span data-contrast="auto">merecem especial atenção, pois  são marcantes as dificuldades para a integração com outras pessoas, seja no âmbito familiar, na escola com os colegas e na sociedade de um modo geral. Além disso, os pacientes com TEA sofrem o bullying  com frequência na escola e mesmo em suas casas. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">O exercício da beneficência para se atender as pessoas com o TEA abrange vários segmentos e para tanto a sociedade necessita se preparar, pois a carência, ainda, é bastante acentuada, no tocante aos profissionais da saúde, bem como da educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       </span><span data-contrast="auto">A </span><b><span data-contrast="auto">autonomia</span></b><span data-contrast="auto"> dependerá da idade do paciente e do grau de comprometimento que apresenta. Atualmente o grau de comprometimento está classificado em  3 níveis:</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">                                                   </span><b><span data-contrast="auto">nível 1</span></b><span data-contrast="auto"> é o grau mais leve. As pessoas apresentam alterações clínicas discretas, com nível de inteligência normal e que não as impede de estudar, trabalhar e de se relacionar com outras pessoas. Muitos destes pacientes são diagnosticados na adolescência ou mesmo  quando adulto. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">                                                   </span><b><span data-contrast="auto">nível 2</span></b><span data-contrast="auto"> é o grau intermediário. No caso, apresentam uma dependência parcial mesmo  para as atividades quotidianas. São capazes de estudar, trabalhar, mas devem ser monitorados. O nível de inteligência é médio inferior, fator esse limitante para certas atividades. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">                                                  </span><b><span data-contrast="auto">nível 3</span></b><span data-contrast="auto"> é o grau mais grave. Esses pacientes necessitam de monitoramento permanente, mesmo para os hábitos de vida diária e auto cuidados.  </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A autonomia estará, de certa maneira, comprometida porquanto dependerá  das limitações individuais para as várias atividades. Além disso, sofrem as diversas interferências dos familiares, cuidadores, professores e terapeutas. A inflexibilidade do paciente aliada  à inflexibilidade dos terceiros, em muitas ocasiões, ofuscam os desejos individuais. Para tanto, há que se ter um plano de ação considerando a capacidade cognitiva, comportamental, emocional e afetiva para que a autonomia seja estimulada o quanto possível for. Essas intervenções, nas pessoas com TEA, são de grande valia na melhoria da auto estima e auto confiança, favorecendo uma melhor integração social</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A </span><b><span data-contrast="auto">não maleficência</span></b><span data-contrast="auto"> se norteia em não causar qualquer dano ao paciente de modo intencional, seja  por omissão, negligência ou desatenção. Um grande número de pacientes sofre por conta da maleficiência, pois não dispõem de condições satisfatórias para um atendimento minimamente adequado, seja médico, psicológico, social e emocional.  Sabe-se que na rede pública esses quesitos, necessários para a correta orientação ao paciente com TEA, são  precários, pois há  poucas unidades, número reduzido de profissionais e nem sempre são capacitados para lidar com esse tipo de paciente. Portanto, é um serviço que pouco atende à população  carente de  recursos financeiros. Os pacientes beneficiários de plano de saúde sofrem, também, com as limitações de sessões que lhes são oferecidas. Na rede privada  poucas  são as famílias  que conseguem arcar com os custos dos profissionais envolvidos no tratamento do TEA.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">A </span><b><span data-contrast="auto">justiça</span></b><span data-contrast="auto"> abrange os direitos humanos contemplando as pessoas de modo equilibrado e equalitário. Há que se respeitar as diversidades, propiciar a todos as possibilidades terapêuticas adequadas e especializadas, dispor de escolas adaptadas e inclusivas e projetos de inclusão social.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">Os objetivos para  pacientes com TEA são de promover a </span><b><span data-contrast="auto">autonomia</span></b><span data-contrast="auto"> nos hábitos de vida diária, estimular para as  diversas atividades laborais, atividades físicas, atividades artísticas, e sociais. Essas pessoas  não podem ser consideradas, simplesmente, como incapazes ou inábeis para as diversas possibilidades disponíveis. Os pacientes com TEA podem e devem ser acolhidos e integrados à sociedade com todo o respeito  e com  dignidade. </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span data-contrast="auto">No tocante aos preceitos bio éticos, quais sejam beneficência, maleficência, autonomia e justiça social, os pacientes com o TEA se encontram desamparados, pois pouco lhes é oferecido para uma habilitação social, laboral por omissão e negligência do setor público responsável.</span><span data-ccp-props="{}"> </span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
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		<title>1822 &#8211; O imprescindível Botão vermelho da Bioética</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 17:26:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; O Botão Vermelho da Bioética Aperte e saia do aperto Max Grinberg Núcleo de Bioética do InCor   Sou médico assistente recém-contratado em um hospital de ensino. Encontro-me em uma fase de consolidação profissional, marcada por entusiasmo, responsabilidade crescente e pela busca de coerência entre técnica, ética e humanidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-45224" src="https://bioamigo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Botao-vermelho.jpg" alt="" width="232" height="174" srcset="https://bioamigo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Botao-vermelho.jpg 960w, https://bioamigo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Botao-vermelho-300x225.jpg 300w, https://bioamigo.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Botao-vermelho-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 232px) 100vw, 232px" /></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O Botão Vermelho da Bioética</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Aperte e saia do aperto</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Max Grinberg</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Núcleo de Bioética do InCor</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sou médico assistente recém-contratado em um hospital de ensino. Encontro-me em uma fase de consolidação profissional, marcada por entusiasmo, responsabilidade crescente e pela busca de coerência entre técnica, ética e humanidade no cuidado ao paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Minha formação foi fortemente orientada pela medicina baseada em evidências. Diretrizes clínicas, recomendações estruturadas e avaliação criteriosa de riscos e benefícios compõem meu modo habitual de pensar e agir. Ainda assim, aprendi desde cedo que a prática médica não se resume à aplicação automática de protocolos. A beira do leito exige interpretação, sensibilidade e capacidade de adaptação diante da singularidade de cada paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse contexto que vivi uma experiência marcante no quarto 6000.</p>
<p style="text-align: justify;">O paciente, adulto, lúcido e plenamente capaz, apresentava uma condição clínica grave, porém potencialmente reversível mediante intervenção bem estabelecida e recomendada pelas melhores evidências disponíveis. Após cuidadosa explicação diagnóstica, prognóstica e terapêutica, manifestei de forma clara minha recomendação profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta foi direta e respeitosa:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Não consinto, doutor.”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A recusa foi consciente, reafirmada e compartilhada pelo casal. Não se tratava de incompreensão, negligência informacional ou incapacidade decisória. Tratava-se do exercício explícito da autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de conhecer, em teoria, os fundamentos éticos e legais que sustentam o direito à recusa, senti-me profundamente desconcertado. A rejeição à conduta que eu considerava claramente benéfica provocou conflito interno, frustração profissional e sensação de impotência. O planejamento terapêutico, tecnicamente correto, tornara-se inaplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">Instalou-se o impasse clássico da clínica contemporânea:<br />
<strong>beneficência sustentada pela ciência versus autonomia sustentada pelo direito.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após tentativas éticas e respeitosas de esclarecimento adicional, a decisão do paciente manteve-se inalterada. Restava-me aceitar o limite da minha atuação. A alta hospitalar, por recusa assistencial, tornou-se opção de conduta  — correta do ponto de vista ético, ainda que dolorosa sob o aspecto emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">A angústia persistiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse cenário que recorri ao <strong>Comitê de Bioética do hospital</strong>, acionando simbolicamente o chamado <em>“botão vermelho da Bioética”</em> — um recurso institucional criado para apoiar profissionais diante de conflitos morais difíceis.</p>
<p style="text-align: justify;">O diálogo com a Bioética foi decisivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Com escuta qualificada e argumentação clara, fui ajudado a reorganizar meu entendimento: respeitar a recusa não configura negligência quando há informação adequada, capacidade decisória preservada e registro transparente. O dever do médico é oferecer o melhor da medicina; a decisão final sobre aceitá-la pertence ao paciente.</p>
<p style="text-align: justify;">Compreendi, então, que <strong>não fazer</strong> pode ser, em determinadas circunstâncias, a única forma ética de <strong>continuar cuidando</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A Bioética não elimina o desconforto, mas o legitima. Não neutraliza a frustração, mas lhe dá sentido. Não resolve todos os dilemas, mas protege o profissional de ultrapassar limites que comprometeriam sua integridade moral.</p>
<p style="text-align: justify;">Saí do encontro mais consciente de que a medicina contemporânea exige do médico não apenas competência técnica, mas também maturidade ética para lidar com a limitação do próprio poder de agir.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprendi que a recusa do paciente não é um ataque à medicina, mas uma expressão legítima de valores individuais. Que a autoridade médica não se sustenta na imposição, mas no respeito. E que crescer profissionalmente implica aceitar que nem toda boa decisão clínica pode se transformar em ação prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Já sou médico. Ainda estou aprendendo a crescer.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
					
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		<title>1817 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 19)</title>
		<link>https://bioamigo.com.br/1817-um-modo-bioetica-de-enxergar-a-tecnociencia-aplicada-ao-paciente-parte-19/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 10:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[Volto a comentar, a experiência profissional vale-se da memória dos casos de fato vivenciados para imaginar como os resultados poderão vir a ser. Uma amostra neste contexto é o desenvolvimento dos diagnósticos baseados na memória das dissecções post-mortem como acontecido nos séculos XIV a XVI e que tem como figura fundamental Andreas Vesalius (1514 &#8211; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Volto a comentar, a experiência profissional vale-se da memória dos casos de fato vivenciados para imaginar como os resultados poderão vir a ser. Uma amostra neste contexto é o desenvolvimento dos diagnósticos baseados na memória das dissecções post-mortem como acontecido nos s</span>éculos XIV a XVI e que tem como figura fundamental Andreas Vesalius (1514 &#8211; 1564), <b>c</b>onsiderado o Pai da anatomia moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Toda memória bem constituída não deixa de ser um conjunto de verdades &#8211; talvez melhor dito um conjunto de posições verdadeiras &#8211; mas jamais há a certeza da reprodução ipsis literis nos próximos resultados, tão somente a boa chance de assim acontecer. Memória e experiência admitem reunião de vivências que atuam como esboços críticos assessorados pela inteligência natural.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A Bioética da Beira do leito reforça que o comprometimento profissional com cada caso, elo após elo numa corrente que amarra arte e ciência, pode acontecer sob gradações. Espera-se que ele esteja no nível máximo, almeja-se que as preocupações profissionais estejam além do modo tão somente burocrático, anseia-se pela presença de antônimos de indiferença, desatenção e insegurança. Cada partícipe tem seus critérios para avaliar de 1 a 5.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A contemporaneidade dos atendimentos inclui como forçoso entender que o paciente faz parte da equipe &#8211; não é possível estar médico em ausência de paciente que pelo menos participa com sinais e sintomas. O absoluto respeito ao “colega” deve imperar. Aliás que classificação merece o médico que desrespeita a pessoa do paciente, quem é esse médico que comete perjúrio ao juramento da formatura? Por isso, o acerto de considerar que a verdade &#8211; como a científica &#8211; na beira do leito é do conhecimento e o valor  &#8211; como o humano &#8211; é do desejo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Entrelaçam-se. O cotidiano tem revelado que entrelaçamentos eficientes acontecem sem que os médicos se conscientizem que há muito mais presente além de medicina e doença. É realidade que reduz o interesse pela Bioética explícita, em outras palavras, a &#8220;naturalidade&#8221; com que ocorrem captações e aplicações embute &#8220;subconscientemente&#8221; os fundamentos da Bioética. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Indicação confunde-se com beneficência, contraindicação com não maleficência, formalidade de esclarecimento com autonomia. Uma decorrência é a conjunção posicionar de modo volátil o interesse pela Bioética e considerar que as infrequentes demandas sejam atendidas com improvisos. </span></p>
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		<title>1813 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 15)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 10:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[A Bioética da Beira do leito figura os médicos como retratistas hábeis manejando imprescindíveis lápis e borracha, habilidades do &#8220;olho clínico&#8221; instados a constantes aperfeiçoamentos. São expeditos com uma formulação básica e progressão para a excelência mediante ajustes individualizados. O exercício atual da medicina conserva alicerces clássicos, imutáveis (ainda) diria pois são pétreos como a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="tw-container" class="nev7se" data-cp="1" data-nnttsvi="1" data-sletp="false" data-sm="1" data-ssbp="false" data-sugg-time="500" data-sugg-url="https://clients1.google.com/complete/search" data-uilc="pt-BR" data-vil=",af,af-ZA,am,am-ET,ar-EG,ar-AE,ar-KW,ar-QA,ar,ar-IL,ar-JO,ar-LB,ar-PS,az,az-AZ,bg,bg-BG,bn,bn-BD,bn-IN,ca,ca-es,cs,cs-CZ,de,de-DE,de-CH,de-AT,de-LI,en,en-US,en-CA,en-AU,en-NZ,en-GB,en-IN,en-KE,en-TZ,en-NG,en-GH,en-PH,en-ZA,es,es-ES,es-AR,es-UY,es-419,es-BO,es-CL,es-CR,es-CO,es-DO,es-EC,es-GT,es-HN,es-NI,es-PA,es-PE,es-PR,es-PY,es-SV,es-VE,es-MX,es-US,eu,eu-ES,fi,fi-FI,fr,fr-FR,fr-CH,fr-BE,gl,gl-ES,gu,gu-IN,he,he-IL,iw,iw-IL,hu,hu-HU,hy,hy-AM,id,id-ID,is,is-IS,it,it-IT,it-CH,ja,ja-JP,jv,jv-ID,ka,ka-GE,km,km-KH,kn,kn-IN,ko,ko-KR,la,lo,lo-LA,lv,lv-LV,ml,ml-IN,mr,mr-IN,ms,ms-MY,nl,nl-NL,nb,nb-NO,ne,ne-NP,pl,pl-PL,pt,pt-BR,pt-PT,ro,ro-RO,ru,ru-RU,si-LK,sk,sk-SK,sr,sr-RS,su,su-ID,sv,sv-SE,sw,sw-TZ,sw-KE,ta,ta-IN,ta-SG,ta-LK,ta-MY,te,te-IN,tr,tr-TR,ur,ur-PK,ur-IN,yue,yue-HK,yue-Hant-HK,zh-HK,zh,zh-CN,zh-cmn,zh-cmn-CN,zh-Hans,zh-Hans-CN,zh-cmn-Hans,zh-cmn-Hans-CN,cmn-CN,cmn-Hans,cmn-Hans-CN,zh-TW,zh-Hant-TW,cmn-TW,cmn-Hant-TW,zh-cmn-TW,zh-cmn-Hant-TW,zu,zu-ZA,hi,hi-IN,tl,tl-PH,pa,pa-IN">
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<pre id="tw-target-text" class="tw-data-text tw-text-large tw-ta" dir="ltr" tabindex="-1" role="text" data-placeholder="Tradução" data-ved="2ahUKEwilxIuhrrqQAxVzLrkGHYcyLocQ3ewLegQIDBAV" aria-label="Texto traduzido: Há duas tragédias na vida. Uma é não conseguir o que o seu coração deseja. A outra é consegui-lo. George Bernard Shaw, "></pre>
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<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A Bioética da Beira do leito figura os médicos como retratistas hábeis manejando imprescindíveis lápis e borracha, habilidades do &#8220;olho clínico&#8221; instados a constantes aperfeiçoamentos. São expeditos com uma formulação básica e progressão para a excelência mediante ajustes individualizados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O exercício atual da medicina conserva ali</span><span style="font-size: 12pt;">cerces clássicos, imutáveis (ainda) diria pois são pétreos como a anamnese e o sigilo profissional, e, continua e aceleradamente, a eles incorporam-se novidades e inovações que provocam rearranjos nas combinações da teoria e da prática, exigentes de constantes reavaliações críticas. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Percebe-se que cada vez mais, as sucessivas gerações de médicos individualizam-se na história da medicina. Neste início de século XXI é notório como percentual significativo do aprendido na graduação e na pós-graduação imediata perde qualificações rapidamente, exigindo substituições para ganho de utilidade e eficácia. A tecnologia contribui sobremaneira para a rapidez renovadora.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Em tempos de ganho de interesse pela inteligência artificial, irreversibilidade mesmo, é essencial cuidar da inteligência natural. Neste aspecto, a Bioética da Beira do leito recomenda valorizar, por exemplo, a inteligência emocional, que, desde sempre, é essencial para suprir confiança profissional em meio a inevitáveis inquietações, para eliminar elementos anticoragem e adicionar componentes pró coragem profissional, para prosseguir apesar das dúvidas, para acreditar no valor da imaginação sobre o futuro escorada na memória do passado. A forma como médicos encaram desafios/dilemas/ambivalências/conflitos na beira do leito dá uma medida da inteligência emocional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Aliás, a Bioética da Beira do leito salienta que, em termos práticos, não há passado na medicina, pois ele está sempre &#8220;presente no presente&#8221; como ensinamento &#8211; filtro do benefício e do malefício, a tal da experiência de fato vivenciada, um dos mais desejáveis valores da beira do leito. Não há ciência apenas corajosa, há vontade determinada e bem qualificada (aprendizado = passado) quanto ao usufruto pelo médico e pelo paciente que consente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Pacientes têm objetivos, de modo espontâneo ou desde o médico e almejam alcançá-los por meio do par médico &#8211; medicina, dos profissionais da saúde em geral e das ciências da saúde em geral sustentados por boa infraestrutura. Já há algum tempo, o trabalho em equipe torna-se imperioso nos atendimentos às necessidades de saúde.</span></p>
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		<title>1821 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 23)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 10:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando sou questionado sobre as vantagens do interesse pela Bioética da Beira do leito, costumo exteriorizar: A Bioética da Beira do leito é um ramo prático da Bioética útil no desenvolvimento da pesquisa, assistência e docência na área da Saúde. Ela de propõe a apoiar o exercício de uma profissionalidade fortemente dinâmica, fundamentalmente não dogmática [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Quando sou questionado sobre as vantagens do interesse pela Bioética da Beira do leito, costumo exteriorizar: A Bioética da Beira do leito é um ramo prático da Bioética útil no desenvolvimento da pesquisa, assistência e docência na área da Saúde. Ela de propõe a apoiar o exercício de uma profissionalidade fortemente dinâmica, fundamentalmente não dogmática e preferencialmente dialógica, naturalmente ética e responsável, vale dizer, sinaliza o direcionamento para um nível otimizado de clareza na integração entre o individual do (a)caso e o coletivo da tecnociência validada. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Ademais a Bioética da Beira do leito coopera para que uma expansão do termo evidência constante na medicina baseada em evidências que expresse tanto fonte de destaques desde a ciência quanto fonte de destaques desde o paciente. Em outras palavras, evidência da beneficência dos métodos como conclusão de pesquisa clínica alinhada à evidência da dados e fatos concluídos do exame do paciente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A preocupação com a qualidade das evidências desde o paciente justifica-se pelas notícias sobre realidades de desadjetivar anamnese e exame físico como preceito eterno do exercício do médico, além das distorções sobre o significado de complementar ao raciocínio clínico de exames como os de imagem.      </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Assim, o planejamento da aplicação de condutas de acordo com o endossado pela Bioética da Beira do leito, continuo minha exposição, se faz com o médico que chega ao paciente com seu conhecimento universal e ajusta às individualidades, quer no campo tecnocientífico, quer no campo atitudinal. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Recomendações acontecem, mas porque pacientes adultos e capazes têm direito à voz ativa pelo seu pertencimento à equipe, aplicá-las ou não, exige o filtro da autorização desde o paciente para o médico. A Bioética da Beira do leito enfatiza que cada atendimento forma realidades específicas e a coleção  &#8211; que se chama experiência &#8211; é fio condutor para calibrar o senso profissional para considerar e reconsiderar. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Assim, prossigo, fica mais seguro para o médico a percepção dos momentos do fazer e dos momentos do não fazer, expressão do eterno aprendizado em serviço na beira do leito &#8211; a sala de aula -, e que é um tempo fundamental do processo de tomada de decisão face à hierarquia do direito do paciente ao princípio da autonomia sobre o dever médico com a beneficência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Por fim, não deixo de mencionar que eventuais niilismos articulados a não consentimentos explícitos, por exemplo, não se enquadram em negligência profissional, mas são decorrências justificáveis do respeito à dignidade do paciente. O respeito a diretivas antecipadas de vontade ilustra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Bioamigo, pensamento consciencioso e comportamento ético bem como sentimento moral são ingredientes pétreos da Bioética da Beira do leito que atuam como catalisadores do humanismo que deve acompanhar os atendimentos contemporâneos às necessidades de saúde, a fim de rechaçar cientificismos e tecnicismos e evitar que a grandiosa beneficência de métodos validados transmute-se em violência moral para o paciente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A voz da ciência através do médico e a voz do paciente pairam sobre cada atendimento e motivam considerar a Bioética da Beira do leito útil na comunicação que promove pontes entre conhecimento e desejo, que se esforça até mesmo quando os mesmos parecem inconciliáveis&#8230; E não é que até se conseguem alguns bons êxitos! O consumo da Bioética reforça a autoridade na medida em que ajuda a construir pontes entre beneficência e humanismo na rota da biografia da medicina contemporânea! Alô Bioética! </span></p>
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		<title>1820 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 22)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 10:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[Ascensões sem quedas &#8211; poucas já é bom &#8211; têm na Bioética o corrimão que resguarda com rigor e experiência, degrau a degrau, os movimentos do senso prático que são sensíveis a direcionamentos alinhados à visão teórica. Entender se a Bioética é válida ou não na beira do leito não é uma questão nem de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Ascensões sem quedas &#8211; poucas já é bom &#8211; têm na Bioética o corrimão que resguarda com rigor e experiência, degrau a degrau, os movimentos do senso prático que são sensíveis a direcionamentos alinhados à visão teórica. Entender se a Bioética é válida ou não na beira do leito não é uma questão nem de romanizar positivamente a beira do leito como local indiscutível de compaixão, solidariedade, empatia, entrega, etc&#8230; que bastam por si, nem de retratar a beira do leito como um terreno que contém areia movediça, os extremos até cabem no mundo real, mas não devem ser motivo da conclusão sobre a validade. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O importante é a compreensão q</span><span style="font-size: 12pt;">ue acontece, invariavelmente na beira do leito ritmos calmos e ritmos frenéticos, em meio a uma coleção de tipos de conexão médico &#8211; paciente que tendem a mais tranquilos e a mais turbulentos, até mesmo momentos assim distintos em mesmo atendimento. Contar com uma caixa de ferramentas sortidas para o que der e ver vale muito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A Bioética da Beira do leito ao cooperar para equacionamentos do cotidiano faculta aparar arestas e pactuar prós e contras, num modo que se faz independente de qualquer a priori certificação radical sobre conduta certa ou errada. Ademais um feedback positivo na conexão médico &#8211; paciente pode ser mais bem conseguido quando as partes têm a oportunidade de enxergar além do até então, de perceber criticamente os valores envolvidos nos atendimentos, de identificar com abrangência e profundidade o custo-risco-benefício dos elementos constituintes das tomadas de decisão.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Tema recorrente é que tanto a busca quanto a obtenção da excelência da medicina atual impactada pela interação entre os significados dos princípios da beneficência, não maleficência e autonomia é facilitada pelo trabalho em equipe que melhor lida com a  diversidade dos métodos disponíveis e indicados. É a conjunção da prudência e do zelo profissional. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O caráter transdisciplinar ao desdobrar complexidades (plexus = dobra) agrega prudência profissional ao sempre imprevisível par principialista formado pela beneficência atrelada de modo mais restrito à tecnociência validada e pela autonomia mais irrestrita em função das diversidades da condição humana. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O paciente é o &#8220;integrante da equipe&#8221; que não está obrigado a justificar aos demais, à ética, à moral ou ao legal, a razão de seus passos colaborativos e/ou decisórios no curso do atendimento. Seus </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Sim</em></span><span style="font-size: 12pt;"> ou </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Não</em></span><span style="font-size: 12pt;"> podem ser áridos, nada mais além de nova verbalização confirmadora ou do silêncio. Evidentemente, ele assume responsabilidade pela manifestação &#8220;contramão&#8221; e é quem sofre na pele decorrências dolorosas e sofridas de sua escolha. A questão de como fica a responsabilidade profissional perante o </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Não consinto, doutor</em></span><span style="font-size: 12pt;">  definitivo, contudo, não é exatamente enquadrada numa simples substituição. A alta a pedido é ilustrativa da figura que vazio não significa ausência.  </span></p>
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		<title>1819 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 21)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 10:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[Faz parte da medicina moderna que o potencial de beneficência inclua a preocupação com o futuro &#8211; não somente controlar a pressão arterial, mas selecionar o método que melhor protege órgãos &#8211; alvo, ou eliminar uma ameaça mórbida que se avizinha antes da sua concretização. Todavia, pacientes podem ter focos mais imediatistas, as conveniências ditadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Faz parte da medicina moderna que o potencial de beneficência inclua a preocupação com o futuro &#8211; não somente controlar a pressão arterial, mas selecionar o método que melhor protege órgãos &#8211; alvo, ou eliminar uma ameaça mórbida que se avizinha antes da sua concretização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"> Todavia, pacientes podem ter focos mais imediatistas, as conveniências ditadas pelo presente. Um paciente assintomático, por exemplo, tem oportunidade de por meio do paternalismo brando baseado no diálogo receber os porquês por uma intervenção favorecedora do prognóstico a longo prazo. A Bioética é envolvida pelos fundamentos da beneficência e da autonomia que dão bases para a avaliação de combinações entre as visões prioritárias do presente e do futuro. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O direcionamento para o paternalismo, o brando, é</span><span style="font-size: 12pt;"> componente essencial da Bioética da Beira do leito poque representa evitação de uma das mais nocivas influências sobre a profissionalidade: a indiferença. Negações do paciente são etiopatogenias da indiferença humana. Mas, o não consentimento pode gerar um vazio de atuação técnica, afastar preferências de escolhas, mas, jamais, deve significar ausência humana.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"> Longe disso, uma inquietação criativa é bem-vinda. uma maneira de prevenir qualquer deslise neste sentido é compreender que não consentimentos pelo paciente são habitualmente relacionados à medicina e não ao médico em si. A negação é de um corpo humano para um método por ele indesejado. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"> Em outras palavras, a legitimidade do sempre o médico presumir que </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Não consinto, doutor</em></span><span style="font-size: 12pt;"> pode ser provisório. mutável para </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Consinto, doutor, </em></span><span style="font-size: 12pt;">porque o diálogo médico &#8211; paciente com chance de obter a reversão não está bloqueado como está o &#8220;diálogo&#8221; corpo do paciente &#8211; método da medicina.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O envolvimento com o exercício da Bioética da Beira do leito contribui para o profissional da saúde bem lidar com as resoluções de equações trabalhosas que consigam equilibrar uma pluralidade de possibilidades admissíveis, e que funcionam como uma rede de proteção em situações de instabilidade. Sentir-se atravessando uma corda bamba é parte do noviciado e, o alto grau de aceleração do progresso dos métodos faz com que médicos com qualquer tempo de formado continuem vivenciando sequentes noviciados. Sempre em transição, que médico não está? </span></p>
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		<title>1818 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 20)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2025 10:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[A Bioética da Beira do leito considera que o paciente é parte do espírito de transdisciplinaridade que beneficia a prática da medicina na beira do leito pois ele ensina e aprende com os demais. A equipe passa a compor uma biografia abrangente &#8211; nomeada como prontuário do paciente &#8211;  e que é influenciada por cada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Bioética da Beira do leito considera que o paciente é parte do espírito de transdisciplinaridade que beneficia a prática da medicina na beira do leito pois ele ensina e aprende com os demais. A equipe passa a compor uma biografia abrangente &#8211; nomeada como prontuário do paciente &#8211;  e que é influenciada por cada individualidade do coletivo. Transdisciplinaridade na beira do leito subentende voz ativa. Ela está tradicionalmente articulada ao profissional e só mais recentemente é direito do paciente além da manifestação das queixas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">É pedagógico na beira do leito considerar que é prejudicial para a carreira o médico se esquivar de desafios. Eles contribuem como indicadores do aperfeiçoamento profissional, permitem assinalar a qualidade do manejo da tecnociência que se faz acompanhar de beneficência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Desperdiçar o inédito de desafios é esquecer que a beira do leito tem dialetos e vir a conhecê-los é oportunidade para o aperfeiçoamento profissional nas voltas e reviravoltas, nas (i)lógicas desconcertantes, na travessia de fronteiras cinzentas observadas nas conexões médico &#8211; paciente. A Bioética da Beira do leito enfatiza a inconveniência da preguiça mental incompatível com a missão ética e que compromete posições em que o médico precisa estar e assumir.    </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"> Médicos cada vez mais desconfiam de alguma lacuna quando o caso &#8220;é simples&#8221;, pois em muitos ambientes hospitalares, os  casos tornam-se, raramente, isentos de dificuldades nas necessidades. Razão para perceber que enfrentar desafios evita a estagnação profissional. </span>Recorde-se que todo o currículo da graduação prepara para o desafio, cada aprendizado de cada disciplina acontece por um duelo entre uma até então ignorância e um processo de absorção esclarecida do conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Por isso, vale muito na beira do leito entender que o que é preciso fazer para crescer profissionalmente é fazendo que se cresce. Aristóteles (384 aC &#8211; 322 aC) e sua Ética a Nicômaco sempre presente. Dificuldades enfrentadas com responsabilidade orientadora são fermento para desenvolver a autoestima, o narcisismo benigno de que todos necessitam, especialmente no âmbito de interrelações complexas entre os princípios da beneficência e da autonomia. O não consentimento pelo paciente é mais um desafio do que um comportamento aberrante, assim como intercorrências/adversidades são desafios mais do que inevitabilidades da beneficência. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A valorização moral do respeito à pessoa do paciente mais do que um dever a um detentor do direito à autonomia enrique o exercício do paternalismo, o brando, aquele não coercitivo, empático, que representa atenção pela soma das dificuldades biológicas e emocionais do paciente, ao mesmo tempo em que se esforça para dar compreensão de algo tão complexo como a medicina para um leigo. </span></p>
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		<title>1816 &#8211; Um modo Bioética de enxergar a tecnociência aplicada ao paciente (Parte 18)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Prof. Dr. Max Grinberg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 10:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
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					<description><![CDATA[É fato necessitado de redizer que o inexperiente tende a se proteger num efeito manada como é dado, por exemplo, pelo uso acrítico de diretrizes clínicas, enquanto que o experiente assim se qualifica com as prateleiras do armazém da memória preenchidas por sucessos e insucessos de variações. O diálogo franco entre mestre e aluno &#8211; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">É fato necessitado de redizer que o </span><span style="font-size: 12pt;">inexperiente te</span><span style="font-size: 12pt;">nde a se proteger num efeito manada como é dado, por exemplo, pelo uso acrítico de diretrizes clínicas, enquanto que o experiente assim se qualifica com as prateleiras do armazém da memória preenchidas por sucessos e insucessos de variações. O diálogo franco entre mestre e aluno &#8211; deveria ser um pleonasmo &#8211; é essencial para que não haja perda de oportunidade para esclarecer dúvidas que, se jogadas para debaixo do tapete, geram calombos que causam tropeços futuros. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A aceitação ou rejeição do mais ortodoxo ou mais heterodoxo deve ser resultado de uma estrutura didática onde mestres e discípulos comungam reciprocidades úteis para ambos e nenhuma objeção é uma ofensa. É fundamental que haja disponibilidade de tempo, quantitativo e qualitativo, o mais importante não é a quantidade de minutos mas o que resulta da simbiose eu antigo ensino &#8211; você novato aprendo, eu novato necessito &#8211; você antigo acolhe. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A Bioética da Beira do leito não cansa de reiterar que pacientes com mesmo diagnóstico não constituem um bloco compacto, eles formam um conjunto de variantes sob mesma classificação nosológica. Por isso, ter supervisão por período apropriado qualifica o recém-formado para lidar com as divergências, representa fermento profissional que faz o interior crescer diante dos casos, para o que der e vier. Como dito por Isaac Newton (1643 &#8211; 1727):  </span><span style="font-size: 12pt;"><em>Se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes</em></span><span style="font-size: 12pt;">, o valor do avanço já estabelecido &#8211; embora possa comprometer a visão abaixo &#8211; que se traduz em amadurecimento para tomadas de decisão, fortalecimento do compromisso responsável com paciente/familiar, sistema de saúde e instituição de saúde.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">É interessante recordar que grandes médico do passado, ao mesmo tempo em que lançam formidáveis contribuições tecnocientíficas e exercem domínio do humanismo, vivem enormes dificuldades para traduzir excelente teoria em boa prática na beira do leito. Grandes didatas pecam na assistência, o valor de seus conhecimentos fica como que terceirizado para os discípulos. Uma forma de reverter é dispor-se a fazer descolonizações  &#8211; com a dispensa da rigidez do &#8220;não dou para isso&#8221; &#8211; e recolonizar a competência num modo transdisciplinar pela oxigenação com campos de saber distintos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Cada situação clínica por mais repetida que possa ser para o médico sempre instiga e determina alguma peculiaridade na maneira de condução que, embora possa seguir um fio condutor, costuma acrescer ajustes de natureza clínica e/ou humana. Há o terrestre e há o transcendente. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Dogmatismo, inalterável, impossível são termos que não devem exercer orientação sobre os processos de tomada de decisão profissional na beira do leito. Cada atendimento é uno, cria espaço para experiência, amadurece pela individualidade, não importa a quantidade dominante de certezas/verdades.</span></p>
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