HM 23- Thomas Hodgkin

Noticia-se que o Governador do Rio de Janeiro, minha terra natal, Luiz Fernando de Souza (Pezão), nascido em 1955, recebeu o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin.

A leitura da notícia provoca sentimentos de tristeza ao mesmo tempo que sustenta a esperança na resolução da doença em face no estado atual da Medicina.

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Cópia da publicação original feita por Thomas Hodgkin Crédito: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/canjclin.23.1.54/epdf

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Crédito: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1629089/?page=4

Muitos talvez não se apercebam que Hodgkin é  nome próprio. E não se deve perder a oportunidade de prestar homenagem e usufruir do exemplo de médicos que construíram a história da Medicina .

Thomas Hodgkin  (1798-1866) foi um médico inglês, anatomista, que descreveu a neoplasia maligna do sistema linfático, em 1832.  Na verdade, Marcelo Malpighi (1628-1694) cerca de dois séculos antes, em 1666,  já identificara algo similar.

A proposição para que passasse a ser denominada de doença de Hodgkin  foi feita cerca de 30 anos depois por outro médico inglês Samuel Wilks (1824-1911).  Hodgkin tornou-se, então, um epônimo.

De origem Quaker, pautou sua vida por uma rigidez moral e defendeu a necessidade do jovem médico debruçar-se mais intensamente sobre comparações entre sintomas e anatomia, que a indiferença ao conhecimento dos essenciais fundamentos morfológicos das doenças era resultante de prematuridade na prática clínica.

O tempo foi acumulando variantes anatômicas e clínicas que foram reunidas  em realção à referência original como linfoma não-Hodgkin.

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