Enquete 333- Segurança em hospital

Nós profissionais da saúde trabalhamos em hospitais. Na lida com os pacientes privilegiamos a segurança dos mesmos. Empenhamo-nos para evitar imprudências e negligências que lhes possam gerar danos. Muitas vezes, colocamos nossa própria segurança  pessoal e profissional em segundo plano a fim de viabilizar o melhor cuidado com o paciente.

Neste contexto, vale reproduzir a declaração de um policial que fazia a custódia do preso resgatado no Hospital Souza Aguiar em que uma troca de tiros deixou um técnico de enfermagem ferido com gravidade, veiculada em 19 de junho de 2016 na reportagem Troca de tiros dentro de hospital do Rio deixa morto e feridos  http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/06/troca-de-tiros-dentro-de-hospital-do-rio-deixa-morto-e-feridos.html  : “… Graças a Deus eu consegui sair ileso. Consegui ajudar o meu amigo, que trabalha comigo. Mas, sabe como é, né? Nós estamos desprotegidos. Eu estou desprotegido, vocês estão desprotegidos. Toda a população…”.  

O subchefe operacional do Estado Maior da PM afirmou em entrevista coletiva que  “… Um preso dessa periculosidade não deveria ir para um hospital municipal/estadual porque essas unidades não têm condições de receber esses criminosos…”. http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2016-06-19/pm-sabia-de-invasao-ao-souza-aguiar-mas-nao-reforcou-policiamento.html

Em síntese, um atestado de insegurança para os profissionais da saúde, uma declaração que coloca policiais em primeiro lugar como salvos e uma sensação de desconsideração com as caraterísticas de um ambiente hospitalar, onde  várias pessoas necessitam estar próximas ao paciente para dar a devida atenção.

O Princípio Fundamental VII do Código de Ética Médica vigente diz que: O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente.

A insegurança justifica contextualizar neste Princípio Ético fundamental VII?

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